Os maus exemplos

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A reportagem da Gazeta de Vargem Grande, ao ir fotografar as margens do Rio Verde para uma matéria, verificou um grande descaso com o meio ambiente na cidade. Não bastasse a enorme quantidade de lixo jogado nas margens do rio, a reportagem encontrou uma cadeira de rodas na lateral do leito, debaixo da ponte da rua David Bedin Neto.

Chega a ser incongruente cobrar do poder público que mantenha toda a cidade limpa, se os próprios vargengrandenses não conseguem seguir simples regras sociais, condutas de convívio em comunidade e respeito ao meio ambiente. Não existe diferença entre jogar papel na rua e jogar uma cadeira de rodas no rio.

Há ainda outros exemplos vindos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, que frequentemente é acionado para solucionar entupimento nas redes de esgoto. Ao fazer o reparo, invariavelmente encontram objetos obstruindo os encanamentos que não deveriam estar lá. Desde fraldas até peças de roupa, guarda-chuvas, entre outros.

Basta uma volta pela cidade para encontrar exemplos da falta de conscientização. Há lugares que o acúmulo de despejos acontece sob placas de “Proibido jogar lixo”. É como se lá estivesse escrito: “Jogue aqui seu entulho”.

A prefeitura precisa sim dar seu exemplo, manter áreas públicas bem conservadas, oferecer lixeiras e estudar a criação de ecopontos para despejos de entulhos pela cidade. No entanto, nada disso será produtivo se a própria população não desenvolver um sentimento de carinho por Vargem Grande do Sul. Se cada um cuidar da sua calçada, da sua rua, não jogar lixo no chão, não jogar cadeiras de rodas no rio, o município vai ganhando em beleza e em qualidade de vida.

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