Editorial 10 03 2018

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Está em fase de discussão o reajuste salarial dos servidores públicos municipais, cuja data base para esta reposição é o mês de março, passando a prevalecer se o aumento for concedido, no pagamento do mês que vem. O ano passado o Executivo não deu nenhum aumento, dado a situação caótica de dívida que a atual administração recebeu o caixa da prefeitura, com uma dívida de mais de R$ 11 milhões, segundo o prefeito Amarildo Duzi Moraes.
Sem aumento concedido ao funcionalismo, com esforço de caixa, economizando e negociando com os credores, o prefeito conseguiu pagar grande parte de dívida e começa o ano de 2018 com melhores expectativas quanto ao fluxo de caixa da prefeitura e com previsão de pequeno aumento na arrecadação este ano.
Tanto que o próprio presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SSPM), Edson Bovo, ponderou em ofício ao prefeito que a folha de pagamento que estava em 52,96%, do orçamento, acima do limite prudencial permitido na Lei de Responsabilidade Fiscal, fechou o ano de 2017 com um índice de 48,86%, o que leva a acreditar em uma margem pequena para que o prefeito dê um aumento este ano.
Os servidores pedem um reajuste para este ano de 9,19%, sendo 6,25% referente à inflação auferida em 2016 e que não foi reposta no ano passado e 2,94% referente à reposição da inflação de 2017. Também um aumento de R$ 100,00 no Vale Alimentação, que passaria de R$ 300,00 para R$ 400,00, mensal.
São justas, portanto, as reivindicações dos servidores municipais ao pedirem tão somente a reposição da inflação dos últimos dois anos. Resta ao prefeito, a prudência e o respeito que todo gestor deve ter com o dinheiro público, uma vez que o município também clama por tantas melhorias, principalmente na saúde, na conservação das vias públicas, na limpeza da cidade, dentre outras prioridades.
A fonte dos recursos que abastece os cofres da prefeitura é finita, o país atravessa uma gravíssima crise econômica, com milhões de desempregados e somente agora começam alguns sinais que a economia brasileira está voltando a crescer, mesmo assim, com índices de pouco mais de 1%, em 2017.
Buscar este equilíbrio entre a receita e a despesa é a principal ferramenta que um bom prefeito deve ter. O município foi vítima na gestão anterior de um prefeito que não respeitou este princípio de gastar com prudência e como resultado, todos os vargengrandenses pagaram um alto preço, inclusive os servidores municipais.
Muitas vezes é melhor um sacrifício, um apertar de cintos e um justo equilíbrio do que a irresponsabilidade de se gastar mais do que se tem. Mas, também há de se ressaltar que a reposição de ao menos os índices inflacionários, não é nenhum absurdo o que estão reivindicando os servidores municipais. Com a decisão, a sabedoria do prefeito, pois só ele sabe também onde aperta o sapato.

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