Quando participar faz a diferença!

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A paralisação dos caminhoneiros, que teve início no dia 21 de maio, contou com a aprovação de 87% da população, conforme uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha. Em Vargem Grande do Sul, não foi diferente. Os caminhoneiros que realizavam manifestações na SP-215, que corta a cidade, receberam apoio de muita gente no local. Além disso, duas mobilizações foram realizadas na cidade. Uma no sábado, dia 26 e a outra na terça-feira, dia 29.
A vontade do povo de se expressar contra a corrupção, contra o governo titubeante do presidente Michel Temer (MDB), contra a quantidade de impostos e a falta de contrapartida e a solidariedade aos caminhoneiros em suas reivindicações, levaram os vargengrandenses a saírem às ruas. O mesmo foi visto em 2013, quando no auge das passeatas em todo país, manifestantes também protestaram pelas ruas da cidade.
Mas, e com relação aos problemas da cidade? Por qual motivo, essa mesma população que se solidariza com os caminhoneiros, que toma a rua do Comércio e pede melhores condições de vida, também não protestou contra as inúmeras denúncias de desvio de dinheiro público na gestão do prefeito Celso Itaroti?
Os processos civis e criminais correm até hoje na Justiça. São milhões de Reais de dinheiro público gastos em contratos suspeitos de irregularidades. A grande maioria da Educação. Se hoje uma das grandes polêmicas da cidade é investir o dinheiro da Educação em um imóvel histórico e muita gente se posicionou de maneira contrária inclusive tendo uma manifestação na Praça Capitão João Pinto Fontão, por qual razão não houve um só ato de protesto pelas ruas da cidade quando as duas Comissões Processantes da Câmara julgaram o então prefeito e o absolveram?
Participação popular! Certamente uma das ferramentas que vai levar o Brasil a atingir níveis de civilidade no seu sistema de governo, é a participação popular. Não só como as recentes, apoiando a paralisação dos caminhoneiros, como também as que envolvem os problemas administrativos e que têm influência no nosso dia a dia, como discutir de fato, sem paixões políticas, os efeitos positivos e negativos da possível desapropriação do casarão da Família Dutra para uso da Educação e preservação do patrimônio histórico do município, como também a possível concessão do serviço de água e esgoto da cidade.
Essa mesma participação popular é imprescindível em audiências públicas, que vão debater o Plano Diretor da cidade e que será realizada em breve. Nas próximas semanas, também haverá a reunião aberta ao povo para analisar o orçamento para 2019. Que esse espírito de mobilização popular que tomou parte dos moradores não se aquiete. A participação ativa da população é fundamental para que as necessidades e anseios do povo sejam ouvidas, com o poder público nas esferas do Executivo e do Legislativo participando de forma técnica, com dados a provar o que é melhor para o presente e o futuro de nossas gerações e a população através de vários mecanismos, das entidades constituídas da cidade, fazendo valer o que ela acha melhor, sem demagogia, sem populismo, com base nos fatos reais e históricos que se apresentarem para seu julgamento.

 

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