Política sim

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A crise política que atinge em cheio o país nos últimos anos decorrente de dezenas de ações da polícia e do Ministério Público no combate à corrupção, em especial à Lava Jato e seus desdobramentos, colocou em cheque toda a classe de políticos do Brasil.
Há uma falta de perspectiva crescente, que acaba colocando no mesmo patamar todos os políticos. Quando uma pessoa decide ingressar na política, já começa a ser olhada com desconfiança, como se todos os que pleiteiam participar com mandatos da vida pública da cidade, estado ou do país já entrassem com uma agenda individual para ser cumprida.
É certo que no Brasil há verdadeiras dinastias que se perpetuam no poder. Há casos de políticos com patrimônios inflados exponencialmente às custas de informações privilegiadas, tramoias, conchavos. Há também os que entram deliberadamente para dilapidar os cofres públicos. Mas há sim exceção. Muitas.
A Câmara de Vargem Grande do Sul tem esboçado preocupação com a falta de crédito da classe política. Afinal, é face mais acessível do poder. Vereadores estão em todas as camadas sociais da cidade, interagindo diariamente com a população. São cobrados duramente, muitas vezes com razão, outras com uma desnecessária falta de respeito.
Mas é preciso ter fé e esperança na política. E a melhor maneira de se renovar a confiança na classe política é votando. Políticos que não exercem o cargo com foco na coletividade devem ser sumariamente excluídos nas próximas eleições.
Em seu pronunciamento ao receber o título de cidadã vargengrandense, a deputada federal Luiza Erundina disse que a ação política é uma ação de sujeitos coletivos, que agem coletivamente em torno de um projeto, de um sonho, em torno de uma utopia e as coisas acontecem, se transformam.
Dizer que não vai votar porque não acredita em política é deixar de usar uma importante ferramenta de transformação. “Não é a política que é má, não é a política que está errada. É a política exercida de forma indigna, antiética, irresponsável, de forma desonesta. Mas não podemos desacreditar na política. É a política, a atividade humana mais sublime, por que ela expressa ação do indivíduo no interesse da coletividade e não há coisa maior”, ressaltou a deputada.
É preciso que toda a população exija uma política digna, ética, responsável e honesta. E que isso seja cobrado nas urnas.

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