Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana reuniu fé e tradição

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ROMARIA DOS CAVALEIROS DE SANT’ANA 2018. Foto: Reportagem/Vargem Baladas

A 44ª Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana, em Vargem Grande do Sul, levou muitos cavaleiros devotos a percorrerem as ruas da cidade no último domingo, dia 29. O evento é uma das maiores romarias de cavaleiros do estado de São Paulo e uma tadição mantida há mais de quarenta anos em Vargem Grande do Sul.

O presidente da Comissão Organizadora da Romaria, Luís Carlos Prates, foi procurado pela Gazeta para uma avaliação sobre o evento, que nesta edição, contou com menos cavaleiros desfilando. “Essa não foi a Romaria dos sonhos, mas ela aconteceu. Nossa parte foi feita, corremos atrás e fizemos o possível e o impossível e ela aconteceu. Minha avaliação é que a 44º Romaria dos Cavaleiros de Sant’Ana não foi a melhor que já tivemos, mas também não foi a pior, eu diria que foi média”, avaliou.

Segundo Prates, cerca de 2 mil cavaleiros desfilaram neste ano, uma redução com relação a 2017, quando uma média de 3.500 romeiros participaram. “Já era esperado menos pessoas e isso se dá devido à crise econômica que vivemos. O certo seria todos os animais terem GTA, que é a Guia de Transporte Animal e fazer o exame de mormo, que é uma doença infectocontagiosa causada por uma bactéria, e o pessoal já não tem mais o dinheiro necessário para desfilar”, observou. Ele ponderou que o público também ligeiramente menor, especialmente na praça, também pode ser atribuído à crise. “Sair de casa com a família está cada vez mais caro”, observou.

Ele ainda afirmou que a redução de cavaleiros está acontecendo em todos os lugares. “Cobrei um amigo meu por não ter vindo e ele é de Descalvado, me respondeu que em sua cidade a média de cavaleiros é 1.200 e havia cerca de 600. Em Porto Ferreira, que tem uma média de 1.000 cavaleiros, havia 300. Então essa queda já está sendo esperada em todos os lugares”, contou. “A questão da diminuição de presença de charretes, é que fica muito caro comprar uma, comprar um arreamento e manter o cavalo. Com essa seca, muita gente tem cavalo, mas o animal não se encontra em condições de puxar uma charrete, uma carroça ou até mesmo ser montado”, avaliou.

Prates ressaltou que foram comprados e entregues pouco mais de mil troféus. “Acredito nessa média de dois mil cavaleiros baseando nos troféus, pois foi entregue para cerca de 50% dos que estavam presentes e foi comprado pouco mais de mil troféus. Nos últimos anos, a média foi de 3.500 cavaleiros, mas nos bons tempos, chegamos a ter 5.000 cavaleiros em Vargem”, relembrou.

A Romaria desse ano contou com relatos de brigas e excesso de bebida alcoólica. “A primeira coisa a ser feita para que isso não ocorra nos próximos anos, em minha opinião, é a conscientização da população, pois hoje em dia não temos mais o poder e respeito que tínhamos antigamente. Quando pedimos para que os cavaleiros andem nas filas e evitem acidentes, eles não andam e esse ano, principalmente, havia muitas pessoas com bebida alcoólica”, avaliou. Prates acredita, que nesta edição, muitos foram mais para se divertir, do que louvar a  padroeira.

“Outra coisa que eu acho fundamental para que isso não aconteça mais é fazer algo para a população depois da Romaria. Levar o público para o Recinto, trazer algum show, fazer um rodeio ou até mesmo trazer a Festa da Batata junto com a Romaria, como era feito”, sugeriu.

Prates observou ainda que muitos jovens que participam, vêm de fora, exageram na bebida e não tem depois para onde ir. “Arrumar algo para fazer depois é o melhor para a população, para a polícia e, principalmente, para a limpeza da cidade, o que eu acho fundamental”, observou Prates.

Ele destacou o trabalho da Polícia e da Guarda Civil Municipal (GCM) e apoio dos jovens do Tiro de Guerra. “Fizeram um trabalho muito bem feito, a Romaria saiu até um pouco mais cedo esse ano. Eu acredito que o que foi cabível a eles fazerem, eles fizeram, é parcela da população que não faz sua parte. Tenho certeza que se todos se conscientizassem e ficassem se divertindo, a polícia não faria nada e nem falaria nada. Se divertir e não fazer mal a ninguém não tem problema nenhum, as pessoas que abusam”, diz Prates.

Críticas

Sobre as reclamações, sugestões e críticas feitas sobre a Romaria nas redes sociais, o presidente da Comissão Organizadora diz que as portas estão abertas a todos. “Vi a população reclamando e gostaria de esclarecer que as críticas construtivas são válidas. As portas da Comissão estão abertas para que quando começar as reuniões, o pessoal vá expor os problemas e nos ajude. Pois a crítica, às vezes, é mais fácil de ser falada. O problema real é resolver. Então todas as pessoas que criticaram estão convidadas a ir até a comissão, pois as portas estão abertas para todas as sugestões”, finalizou Prates.

A equipe da Gazeta de Vargem Grande fez centenas de fotos da Romaria. Parte delas está disponível na página do jornal no Facebook pelo endereço Facebook/gazetavg.

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