Sueli Mortais: Exemplo de amor ao próximo

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Sueli Mortais: Exemplo de amor ao próximo. Foto: Arquivo Pessoal

O Grupo de Apoio à Vida (GAVI) é uma das entidades mais emblemáticas de Vargem Grande do Sul, quando se trata de dar conforto material e espiritual às pessoas que sofrem com o câncer, principalmente as mais carentes.  E se ele existe até hoje, deve-se também ao trabalho de Sueli Gambaroto Mortais, uma de suas fundadoras.

Sueli faleceu nesta quinta-feira, dia 16 de agosto, aos 69 anos de idade, vítima da doença que ela tanto ajudou a minorar os sofrimentos em outras pessoas.  Há mais de 20 anos ela ajudou a fundar o Grupo de Apoio à Vida (GAVI) e nos últimos anos estava fisicamente afastada, mas sempre presente em oração pelo grupo. Deixa o marido Ângelo Aparecido Mortais, os filhos Ângelo Rodrigo e Alessandra, a nora Andréa e o genro Márcio. Foi sepultada no dia 17 de agosto no Cemitério da Saudade.

Transcorria o ano de 1995 quando um grupo de mulheres composto por Sueli Gambaroto Mortais, Vera Barticioti, Antônia Filipini, Alice Giovanelli João, dentre outras, começou a visitar pessoas que passavam pelo tratamento contra o câncer, levando conforto material e espiritual. Desde esta época, passados mais de 20 anos, o GAVI não parou e já atendeu centenas de pessoas em Vargem Grande do Sul. Atualmente conta com várias voluntárias e atende famílias fazendo visitas uma vez por semana e também com a doação de alimentos, complementos alimentares, remédio e fraldas.

Muitas são as histórias de gratidão pelo serviço prestado pelo GAVI. Em 2015 a entidade foi matéria de uma reportagem na revista Gente, Fatos & Negócios, editada pela Editora Gazeta de Vargem Grande onde trazia a história do GAVI desde sua fundação e também o testemunho de algumas pessoas, como a do Sr. João do Espírito Santo Filho, que tinha passado por uma cirurgia para retirada de um tumor e recebeu a visita de Sueli Mortais e de Ednei Sbardelini, do Grupo de Apoio à Vida. “Parecia que Deus tinha enviado as duas aqui, junto do Espírito Santo. Eu, que estava para baixo, me animei e com as visitas do GAVI, consegui superar tudo”, testemunhou ele na época.

Para a atual coordenadora do GAVI, Helena Macarini, Sueli foi a pessoa mais importante na vida da instituição, “Se o Grupo existe hoje, é por causa dela, que mesmo doente e afastada dos trabalhos, se doava em orações aos doentes”, afirmou.  Durante 12 anos Sueli foi coordenadora do GAVI, depois passou o cargo e nos últimos seis anos estava afastada fisicamente, mas se mantinha a par de tudo que acontecia e estava sempre preocupada com o andamento das ações da entidade, ressaltou Helena. “Foi uma perda grande para nós, pois ela era o espelho, a história, se existimos é por causa dela. Todos sentimos sua perda, pois foi ela que nos ensinou a todos como trabalhar no GAVI”.

 

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