PF prende vice-governador de Minas Gerais e Joesley Batista na Operação Capitu

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Joesley Batista foi um dos presos durante a Operação Capitu. Foto: Willian Moreira/Futura Press/Estadão
Joesley Batista foi um dos presos durante a Operação Capitu. Foto: Willian Moreira/Futura Press/Estadão

Operação que faz parte da Lava Jato foi baseada em declaração de Lúcio Funaro

Polícia Federal prendeu nessa sexta-feira, dia 9, Antônio Andrade (PMDB), vice-governador de Minas Gerais e ex-ministro da Agricultura e o empresário Joesley Batista, sócio da J&F, dona da JBS, em investigação sobre suposto esquema na Agricultura, baseado na delação premiada de Lúcio Bolonha Funaro, apontado como operador do MDB, que cumpre prisão domiciliar em Vargem Grande do Sul desde 2017.

Além do vice-governador de Minas Gerais e do empresário, também foram presos na Operação Capitu, que investiga denúncias envolvendo membros da Câmara dos Deputados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), Ricardo Saud, ex-executivo da J&F; Demilton de Castro, executivo da J&F; João Magalhães (MDB), deputado estadual de Minas Gerais; Neri Geller (PP), deputado federal do Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura; Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária; os advogados Mateus de Moura Lima Gomes, Mauro Luiz de Mouta Araújo e Ildeu da Cunha Pereira; Marcelo Pires Pinheiro; Fernando Manoel Pires Pinheiro; Walter Santana Arantes; Cláudio Soares Donato e José Francisco Franco da Silva Oliveira, conforme o publicado pelo portal G1.

A operação tem o apoio da Receita Federal e cumpriu 19 mandados de prisão temporária e 63 mandados de busca e apreensão com 310 policiais federais no Distrito Federal, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

O caso

Segundo publicado pelo Estadão, a Polícia Federal informou que em maio deste ano foi instaurado um inquérito policial baseado em declarações de Funaro, sobre supostos pagamentos de propina a servidores públicos e agentes políticos que atuavam no MAPA em 2014 e em 2015. A PF conta que em suas declarações, Funaro contou que a JBS repassou R$ 7 milhões para o PMDB da Câmara. Desse valor, Antônio Andrade, atual vice-governador de Minas Gerais e ex-ministro da Agricultura, teria recebido R$ 3 milhões da propina paga pela empresa de Joesley Batista e outros R$ 1,5 milhão teriam sido enviados ao ex-deputado Eduardo Cunha (MDB).

Os envolvidos irão responder pelos crimes de constituição e participação em organização criminosa, obstrução de Justiça, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

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