Vereador cobra placas em novas vias públicas

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Ruas do Plaza de España não possuem placas indicativas dos nomes das vias. Foto: Reportagem

O vereador Wilsinho Fermoselli (DEM) apresentou um requerimento na primeira sessão ordinária de 2019, realizada nesta segunda-feira, dia 4 de fevereiro cobrando informações a respeito da colocação de placas de vias públicas nos bairros novos da cidade. O mesmo requerimento foi feito pelo vereador em 2017 e em 2018. A Gazeta também questionou a prefeitura sobre o assunto, mas até o encerramento desta edição, não obteve resposta.

Os bairros apontados pelo vereador são: Colina, Alto da Bela Vista, Petúnia, Manacás, Santa Luzia, Plaza de España, São Paulo 2, Lago 1, Lago 2, Jardim Santa Marta 2 e Bela Vista, na área do Cardoso. Em sua justificativa, Wilsinho explicou que a falta de placas tem causado transtornos aos moradores dessas áreas devido à dificuldade de entregas do comércio, como farmácias, supermercados, lanchonetes e pizzarias. O vereador ainda citou a falta dos serviços dos correios nestes locais.

Em 2017, o prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) respondeu ao vereador que a situação financeira da prefeitura estava caótica, impossibilitando a contratação do serviço de colocação das placas com os nomes das ruas, prometendo tomar as providências de imediato quando obtivesse condição financeira.

Já em 2018, questionado sobre a previsão de contratação de serviço para o ano, o Chefe do Executivo respondeu que estavam realizando um levantamento exato das placas e postes que deveriam ser colocados, e em seguida, a prefeitura tentaria uma parceria com os empreendedores dos loteamentos.

No requerimento aprovado por unanimidade nesta sessão da Câmara, o vereador Wilsinho questiona se já há previsão para a colocação destas placas para 2019, além de pedir acréscimo dos bairros Jardim América, Jardim Nova Canaã e o Residencial Verona.

Correios

Questionada pela Gazeta de Vargem Grande, a Assessoria de Comunicação da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) explicou que para que contem com distribuição domiciliária, é necessário que os bairros possuam requisitos básicos como residências numeradas de forma ordenada, individualizada e única, caixa receptora de correspondências instaladas e ruas sinalizadas com placas denominativas, o que deve ser regularizado pelo município. “Os Correios estão realizando os estudos técnicos para contabilizar os recursos humanos e materiais necessários para implantar a entrega de correspondências no Conjunto Habitacional Antônio Ribeiro Filho (Cohab 6), em Vargem Grande do Sul. Finalizando os estudos e após receber esses recursos, será iniciada a distribuição domiciliária no local. Enquanto isso, as correspondências devem ser retiradas na Agência dos Correios de Vargem Grande do Sul, na Rua Major Correia, n° 593. Atualmente, a unidade de distribuição de Vargem Grande do Sul conta com 10 trabalhadores”, informou.

Entregadores

Além dos Correios, a falta de sinalização de placas nas vias públicas também dificulta o trabalho de empresas que efetuam entregas, como farmácias. O proprietário da Unidade da Drogaria Total no Jardim Paulista, João Paulo dos Santos, disse que o problema afeta a entrega de remédios com frequência. “Quando saímos da farmácia, vamos olhando no mapa, só que temos o intuito de que a rua tenha sinalização. Quando acontece de não ter, pedimos informação em algum comércio próximo, e se não souberem, nós temos que retornar à farmácia para olharmos em outros mapas e entrar em contato com o cliente”, falou João Paulo. “Além das placas das vias, é comum não encontrar o número, não porque não tenha, mas porque é fora de ordem, como por exemplo na Avenida Teotônio Vilela que os números pares e ímpares são misturados, fazendo com que o cliente tenha que esperar na porta da residência”, comentou.

A situação também é percebida pela Drogaria São Francisco, segundo o proprietário Rangel Rabelo. “Já aconteceu de o moto táxi não saber onde fica a rua por não ter sinalização, principalmente nesses bairros novos. Aqui temos um mapinha e tentamos sempre segui-lo para facilitar, mas quando realmente não tem jeito, nós ligamos de novo para o cliente e pedimos para explicar o caminho da casa e dar um ponto de referência, mas algumas vezes aconteceu de o cliente ter que aguardar na porta para conseguirmos achar”, disse.

Ruas do Plaza de España não possuem placas indicativas dos nomes das vias. Foto: Reportagem

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