Os desafios da maternidade depois dos 40 anos

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Cláudia e as filhas Micheli, Ana Cecília e Ana Helena. Foto: Arquivo Pessoal

Como outro exemplo de que o susto da maternidade aumenta quando mais velhas, a Gazeta entrevistou Cláudia Regina do Carmo Oliveira, de 50 anos, que é mãe de Micheli Elise de Oliveira Ronchi, de 30 anos, casada há três, de Ana Cecília de Oliveira, de 24 anos, e de Ana Helena de Oliveira, de cinco anos, para contar como foi ser mãe em diferentes fases da vida.

Cláudia Regina falou como foi a descoberta de cada gravidez. “Eu tive a Micheli com 20 anos, a Cecília com 26 e depois de 18 anos, aos 44 anos eu tive a Ana Helena. A primeira gravidez foi planejada, graças a Deus Micheli nasceu de parto normal, foi uma gravidez muito tranquila. A segunda gravidez já não foi tão planejada, eu não esperava, mas também foi uma benção, ocorreu tudo bem, foi uma gravidez tranquila e tive a Ana Cecilia de parto normal. E a terceira foi um susto porque aos 44 anos a gente nem imaginava que um dia eu fosse engravidar e de repente aconteceu. Graças a Deus também foi uma gravidez muito tranquila, eu marquei uma cesárea porque eu já queria operar e não deu tempo. Ela nasceu de parto normal um dia antes, quase nasceu em casa, mas também foi uma gravidez muito tranquila, graças a Deus”, disse.

Ela contou que a experiência das duas primeiras gravidez serviram muito para criar sua última filha. “Apesar da idade, que já não temos mais aquele pique, as experiências favoreceram e ajudaram muito. Eu contei com a ajuda das meninas também, porque para elas a Ana Helena é como se fosse filha, além de ser irmãzinha. As meninas me ajudaram muito mesmo, no cuidar, no olhar, foi muito gratificante, graças a Deus”, falou.

Cláudia disse que vê como maior diferença a idade na última gravidez, e contou os medos da primeira maternidade. “A diferença maior foi dessa gravidez para as outras, já que nas outras eu era nova, agora essa com 44 foram outras experiências que eu tive, eu já estava mais tranquila, as outras filhas já adultas, uma já casada e a outra fazendo faculdade, mas foi tranquilo, graças a Deus eu não tive problema nenhum”, contou. “O desafio maior na primeira gravidez é a inexperiência, aquele medo do bebê quando chora, o porquê está chorando, se está com alguma dor, algum problema, mas graças a Deus as meninas sempre foram muito sadias, quase não deram trabalho nenhum de saúde, mas são aqueles medos mesmo que toda mãe tem no comecinho”.

Ela também contou quem a ajudou nas três fases da vida como mãe. “Tanto a minha primeira gravidez quanto a segunda gravidez eu contei muito com a ajuda da minha avó, que foi ela que me criou, ela me ajudou muito e eu fiquei na casa dela até passar os 40 dias e foi uma experiência muito gratificante, ela me ajudou muito, mesmo depois quando eu precisava fazer alguma coisa as meninas ficavam com ela. Devo muito a ela, me ajudou muito mesmo, tanto ela como meu avô”, relembrou.

“Hoje já estou com 50 anos e como eu tive a Helena com 44, já tinha mais experiência e hoje tenho mais paciência, mas são completamente diferentes. A Helena hoje é uma menina muito esperta e eu sempre comento a diferença da Helena com a Micheli e a Cecília. Hoje é outra coisa, as crianças só faltam nascer falando, então é um pouco difícil de acompanhar, mas com muita paciência e fé em Deus, pedindo sabedoria a Deus, conseguimos”, continuou.

Cláudia ainda ponderou que com um mundo cada vez mais difícil, o que deseja para as três filhas, é que sejam mulheres sábias e vençam na vida. “Sinceramente hoje o que espero para minhas filhas, o que peço a Deus é um mundo melhor, mais amor, mais compreensão, mais carinho. Tudo que estamos vivendo hoje é muito difícil, temos visto coisas que nos entristece muito entre as famílias e família é a base de tudo. Então o que eu quero para minhas filhas é que sejam mulheres sábias para levar a vida adiante porque não é fácil, as coisas estão muito difíceis, é muita violência, um custo de vida muito alto, então peço pra que elas lutem por aquilo que elas querem, que corram atrás, que estudem e trabalhem, porque assim elas vão vencer”, completou a mãe.

Foto: Arquivo Pessoal

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