Vargem conta com programa Vizinhança Solidária

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Moradores que aderiram ao projeto receberam as placas

Moradores do Jardim São Luís, Jardim Mariúcha e Jardim Brasília contam com o programa Vizinhança Solidária, uma iniciativa da Polícia Militar de Vargem Grande do Sul, com a comunidade. O projeto tem como objetivo incentivar a vizinhança a adotar medidas para coibir delitos, estimular a segurança primária e melhorar a segurança local.

De acordo com o sargento Marco Lasmar, comandante da Polícia Militar de Vargem Grande do Sul, o projeto teve início na cidade há algum tempo, com as primeiras reuniões realizadas ainda no primeiro semestre de 2018. Como se trata de um programa da PM em todo Estado, o comando do 24º Batalhão de Polícia Militar do Interior, do qual Vargem faz parte, procurou Lasmar para trazer esta ideia ao município.

Foi então organizada uma primeira reunião entre a PM e moradores interessados em assumir a tutoria do programa junto aos moradores de alguns bairros. Entre eles, estava Guilherme Spindola, que atualmente é um dos tutores do projeto. Segundo Lasmar, todos aprovaram a iniciativa e deram início ao processo seguinte, que foi o de levar o projeto aos moradores, uma vez que a adesão é voluntária.

Em seguida, foi realizada uma primeira reunião entre a PM e os moradores. Neste primeiro encontro, Lasmar recordou que havia em torno de 12 pessoas, que aprovaram o projeto. No encontro seguinte, já eram 40 moradores participantes. Foi formado um grupo no aplicativo de troca de mensagens Whatsapp e os tutores fazem uma triagem dos participantes, por medidas de segurança. Além disso, há uma série de regras a serem seguidas dentro do grupo, para evitar o desvio do foco que é a segurança do bairro.

Segurança e união

Assim, os moradores começaram a trocar mensagens sempre que algo escapava da rotina das ruas desses bairros. Carros parados, pessoas em atitude suspeita, são os dados que são reportados no grupo. Em caso de algo fora do comum, a Polícia Militar é acionada.

Dessa maneira, o programa já conseguiu colaborar com a PM em um caso onde um veículo foi abandonado em uma das ruas do bairro e foi verificado que se tratava de um carro roubado em São Paulo.

De acordo com Lasmar, em alguns bairros de municípios onde o Vizinhança Solidária foi implantado, os crimes de furtos e furtos de veículos nessas áreas caíram a zero.

Além disso, o comandante destacou que em muitos dos bairros onde o programa é implantando, tem havido uma reaproximação da comunidade. “Vizinhos passaram a interagir mais”, comentou. Atualmente, o programa conta com mais de 70 pessoas e engloba cerca de 80 residências.

Lasmar comentou que a ideia é ainda realizar palestras junto a esses moradores, abordando desde segurança primária, o problema das drogas, entre outros.

Adesão

De acordo com Lasmar, o morador interessado em levar a iniciativa ao seu bairro deve procurar o Pelotão da PM em Vargem, ao lado do SAE, no Jardim Pacaembu. “É preciso fazer uma primeira reunião com os moradores, ser escolhido um tutor, que vai ficar responável pela comunicação direta com a PM e a comunidade”, contou. Cabe ao tutor também organizar reuniões, convidar as pessoas para o programa, representar o bairro em audiências públicas, etc.

Como lembrou Lasmar, o programa Vizinhança Solidária não é um projeto exclusivo da PM de São Paulo. Na verdade, ele existe em vários países, mas com nomes diferentes. Na região, ele já está em vigor em Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal e São João da Boa Vista. “Com bons resultados”, afirmou o sargento. Ele ainda explicou que a adesão ao programa não significa que o bairro terá um policiamento diferenciado por parte da PM, ressaltando que todo acionamento deve ser feito via telefone 190. No entanto, haverá uma aproximação maior com os moradores.

Placas

Na última segunda-feira, dia 6, os moradores participantes receberam as plaquinhas indicativas da adesão ao programa, que foram fixadas em suas casas. Outras placas maiores serão disponibilizadas nas entradas e saídas dos bairros. De acordo com Lasmar, é uma maneira de mostrar que a comunidade faz parte da iniciativa, o que também inibe ação de criminosos.

Papel do tutor

Guilherme Spindola, tutor do programa, contou à Gazeta de Vargem Grande sua experiência com o Vizinhança Solidária. “O projeto ainda está em andamento, com grande aceitação dos moradores dos bairros Jardim São Luís, Jardim Brasília e Jardim Mariucha, havendo uma comunicação coletiva. O projeto já obteve alguns êxitos na segurança dos moradores, com auxílio da Polícia Militar”, afirmou.

Ele também destacou que os moradores estão bastante ativos no grupo. “A participação é muito positiva, sempre que há alguma movimentação suspeita no bairro é colocado no grupo imediatamente, fazendo com que os outros moradores fiquem em alerta”, comentou.

Para ele, o maior desafio e dificuldade foi conseguir interagir com os moradores. “Pois moramos há anos nas residências e não nos conhecíamos como agora. A partir daí, tudo foi fluindo”, disse.

Guilherme destacou que o principal papel do tutor é reunir moradores, apresentar o projeto de porta em porta, se atentando à idoneidade de cada um. Além de conduzir o grupo de WhatsApp, marcar reuniões periodicamente, escutar moradores e tentar achar uma solução para o problema. “No meu ponto de vista, o projeto é uma ideia fantástica, pois o índice de criminalidade tem uma grande redução chegando 90% a 100%, conforme comprovado pela estatística da Polícia Militar, desde que todos os moradores interajam com o projeto. Depois de todo o projeto implantado a intenção é expandir para os demais bairros de Vargem Grande do Sul”, disse.

Fotos: Reportagem

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