Vargengrandense distribui sopa a moradores de rua

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Fernanda, Sílvia e suas filhas se dedicam na cozinha

Alimentar o corpo e a alma. Através do projeto Sopa Solidária, marmitas são distribuídas a moradores em situação de rua pela cidade. Para conhecer mais sobre o projeto, a Gazeta de Vargem Grande conversou com o pastor Paulo Aquino, da Igreja Pentecostal Arrebatamento Ministério da Última Hora e com Fernanda Bocaiuva, idealizadora do projeto Sopa Solidária.

O pastor informou que o projeto surgiu na casa de Fernanda há cerca de dois meses, através de seu testemunho. Ela foi dependente química, usuária de crack, e tinha um histórico que gerava o desprezo por parte da sociedade, conforme relatou. Com a ajuda da igreja, ela conseguiu se libertar do vício. O pastor comentou que quando ela contou sua história, as pessoas da igreja não pensaram duas vezes e começaram a arrecadar entre eles mesmos os ingredientes, indo atrás dos moradores de rua e dos dependentes químicos que perambulam pelas noites de Vargem.

O projeto ainda está no início e até no momento recebe ajuda apenas de pessoas anônimas. As sopas são distribuídas todas as quintas-feiras, mas a ideia é estender para mais dias. Também são arrecadadas roupas usadas para serem doadas e vestir aqueles que nada tem. O pastor comentou que quando começou a frequentar a igreja evangélica, havia um pastor que resgatou 10 moradores de rua, dos quais sete conseguiram mudar de vida, tendo família e empregos, eles moravam em uma casa e de lá, o religioso os levava para a igreja e os incentivava a mudar de vida. Informando ainda que essa é a sua visão, de um dia ele também poder arrumar uma casa para esses moradores de rua, cuidar deles até que eles possam se libertar do vício e ter uma nova oportunidade de vida.

À Gazeta, Fernanda contou que foi dependente química e passou muita fome, por isso hoje faz este projeto e leva a sopa para as pessoas onde antes ela fumava crack. Ela relatou que começou o projeto depois que começou a ir para a igreja e sempre em oração, falava a Deus que queria ajudar as pessoas por onde passou. Quando iniciou com a sopa, pediu doação de botijão de gás, fogão, etc e montou uma cozinha na igreja. Às vezes ela sai pedindo cenoura, batata, pé de galinha, entre outros ingredientes, que vai arrecadando e na quinta-feira faz a sopa e monta as marmitas para a entrega.

Fernanda comentou que quando passou a ir na igreja começou a se reerguer e a pensar no mundo em que vivia, pois quando ela usava crack passava fome, ficava sem banho e ninguém a ajudava, nem com uma oração e agora ela tenta ajudar as pessoas que passam por esta situação, levando a elas sopa, oração e roupas. Disse ainda que quando algumas pessoas vão a sua casa pedir para tomar um banho, ela permite sem pensar duas vezes.

Sobre a sopa, Fernanda comentou que a prepara junto com Sílvia e depois faz a distribuição juntamente com o pastor Paulo. Quando há muitos legumes e verduras para prepararem a sopa, Fernanda relatou ainda que conta com a ajuda de sua filha Maria e de Monize, filha da Sílvia. Para a sopa são arrecadados macarrão de sopa, legumes, frango, entre outros. Ela é preparada na cozinha da igreja e depois saem com veículos para entregá-las.

Quem quiser fazer doações para o Sopa Solidária, podem entregar os ingredientes na própria igreja, à rua Carino José Bernardes, nº 334, no Jardim Ferri nos horários de culto, ou na casa da Fernanda que fica na Rua das Oliveiras, nº 171, na Vila Santa Terezinha. Fotos: Arquivo Pessoal

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