Diretoria da Casa Dom Bosco fala sobre os desafios na administração

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Alguns dos diretores da Casa, Rafael, Olívia, Murilo, Fernanda e Andersom com a esposa Kátia e o filho Guilherme, na Festa das Nações. Foto: Associação Dom Bosco

Por: Assessoria de Comunicação da Casa Dom Bosco

A atual diretoria da Casa Dom Bosco, assumiu a sua administração em agosto de 2016, quando Rafael Andreato se tornou o presidente no lugar do sr. Ademar Sartini que na época foi convidado para assumir uma das diretorias da Prefeitura Municipal, fato que o estatuto da Casa não permite. A transição foi tranquila, pois a entidade já vinha sendo bem administrada pelas diretorias anteriores, disse Rafael numa conversa bem tranquila e esclarecedora, juntamente com Murilo Castro, atual vice-presidente e a primeira secretária, Fernanda Nogues.

A função da diretoria é a administração da Casa, tanto financeiramente, quanto a responsabilidade patrimonial, é fornecer condições para que a casa funcione, com pelo menos um quadro mínimo de funcionários – três na equipe técnica, Coordenadora, Psicóloga e Assistente Social e quatro cuidadoras. “A Casa Dom Bosco, funciona 24 horas por dia e todos os dias da semana, e mesmo que não tenha nenhuma criança ou adolescente acolhido esse quadro de funcionários tem que ser mantido, pois temos que estar sempre preparados para um encaminhamento, que não avisa a hora de chegada” disse Rafael.

Os desafios são grandes, pois não há possibilidade de prever a quantidade de crianças e adolescentes acolhidos. No dia dessa nossa conversa, haviam 13 entre crianças e adolescentes, “nossa capacidade é de até 20 acolhimentos, mas jamais podemos recusar alguém que precisa de nossa ajuda, afinal se trata de crianças e adolescentes” disse Fernanda. “Atendemos crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, e muitas vezes são recém-nascidos que vem pra nós direto do hospital” completou Murilo.

O acolhimento é temporário, dependendo a evolução e da autorização do Juiz da Infância e Juventude, são crianças e adolescentes vítimas de maus tratos, abandono, violência doméstica, trabalho forçado ou cujas famílias ou responsáveis encontram-se impossibilitados de cumprir suas funções de cuidado e proteção. “Todo processo de acolhimento é realizado como uma família, aqui é uma casa para eles, com deveres e responsabilidades e também, muito amor e carinho” disse Fernanda. “As crianças e adolescentes frequentam escolas ou creches, fazem lição de casa, participam de programas esportivos oferecidos pelo Departamento de Esportes do município, vão ao médico ou dentista quando necessário, dependendo da idade realizam atividades domésticas como arrumar a cama, ajudam na arrumação da casa, tudo com orientação e os cuidados necessários para um bom e qualificado lar”, completou Rafael

A sobrevivência da Casa, quanto as questões financeiras, depende muito da ajuda da população em doações mensais ou numa necessidade específica como o leite especial que um recém-nascido deve tomar e custa caro. “Os recursos financeiros vêm de eventos que realizamos e participamos, como Festa das Nações e Festa do Sorvete, do nosso telemarketing de repasses públicos e do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) que recebe participação em Imposto de Renda direcionado pelos contribuintes” disse Murilo. “Todo processo financeiro e administrativo é acompanhado e fiscalizado pelo Ministério Público (Promotor e Juiz da Infância e Juventude) e outros órgãos governamentais responsáveis pela fiscalização, e essa fiscalização é presencial, onde recebemos visitas dessas autoridades, bem como da prestação de contas que temos que apresentar ao Tribunal de Contas” disse Rafael.

“O trabalho que realizamos é voluntário, mas fazemos isso com muita dedicação e responsabilidade, as crianças que acolhemos não cometeram nenhum crime e sim, são vítimas de violência e abandono. Todos nós da diretoria trabalhamos em conjunto com o mesmo objetivo, oferecer condições para que esta Casa atenda com dedicação todas essas crianças e adolescentes que precisam de nós. Felizmente temos grandes parceiros como padarias, quitandas que nos fornecem doações de alimentos quase que diariamente, os médicos da cidade são extremamente atenciosos, nunca recusam atendimento aos acolhidos, quando necessário e a nossa dedicação é espontânea, colocamos o nosso coração a serviço da sociedade, o nosso conhecimento e a nossa capacidade de nos doar para que esta casa seja sempre um referência de cuidado e atenção a crianças e adolescentes” finalizaram.

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