Preço da saca da batata continua positivo

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Colheita da batata segue nas próximas semanas. Foto: Arquivo Gazeta

Vargem Grande do Sul e os municípios vizinhos estão em plena colheita da batata, principal cultura da cidade. A safra segue até outubro e gera centenas de empregos no município e cidades vizinhas, movimentando uma cadeia produtiva que gera, além de muitos postos de trabalho, muitos recursos financeiros para a cidade.

Conforme o informado à Gazeta de Vargem Grande no início de junho, a expectativa dos produtores com o preço da saca era boa; Mas como o setor de hortifruti é muito dependente da oferta e demanda, as condições de mercado podem sofrer variações com o início das colheitas neste mês de julho, momento que confronta com outras regiões do país e o preço varia muito.

Segundo cotação divulgada pela Cooperativa dos Bataticultores da Região de Vargem (Cooperbatata) e disponibilizada em seu site, na quarta-feira, dia 24, a saca de 50 kg em atacado da batata asterix especial estava por cerca de R$ 183,00 e a batata padrão ágata especial por aproximadamente R$ 90,00. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba, o primeiro semestre de 2019 ficou marcado por rentabilidade positiva. A colheita da safra de inverno avança e as cotações recuam no atacado.

Conforme o balanço divulgado em 18 de julho, o preço médio da batata padrão ágata nas beneficiadoras do País esteve 123% acima da média dos custos de produção estimados por colaboradores do Hortifruti/Cepea no primeiro semestre do ano. Entre janeiro e junho deste ano, a ágata beneficiada teve preço médio de R$ 126,86 a saca de 50 kg, valor 163% maior do que o do mesmo período de 2017 (de R$ 48,16/sc) e 132% superior ao de 2018. Nos atacados paulistanos, as cotações também estiveram elevadas: o produto foi negociado na média de R$ 148,45 a saca na primeira metade do ano, altas de 127% em relação a 2017 e de 96% frente a 2018.

Segundo colaboradores do Hortifruti/Cepea, esse cenário está atrelado à menor oferta de batatas durante o semestre, uma vez que houve redução de aproximadamente 20% da área plantada nos últimos dois anos – justificada por dois anos inteiros e consecutivos (2017 e 2018) de rentabilidade negativa no setor. Assim, no primeiro semestre de 2019, a produtividade média das lavouras foi 14% menor do que a do ano passado, refletindo também o clima mais quente e chuvas intensas, que comprometeram o desenvolvimento dos tubérculos e contribuíram para a incidência de problemas fitossanitários

No último balanço da Cepea, divulgado no dia 22, as cotações da batata padrão ágata especial caíram nos últimos dias, devido ao avanço da colheita da safra de inverno, apesar da lentidão das atividades. Entre 15 e 19 de julho, o produto foi comercializado a R$ 115,44 a saca de 50 kg em São Paulo (SP), queda de 15% frente à média da semana anterior – nesse mesmo período, um grande volume foi vendido a R$ 80,00 a saca na praça paulista. Em Belo Horizonte (MG) e no Rio de Janeiro (RJ), muitos negócios foram fechados a R$ 70,00 a saca, mas a média de preços na semana foi de R$ 101,58 em BH e de R$ 102,28 no RJ.

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