Enxames morrem e criador suspeita de envenenamento

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Davi perdeu 26 enxames

O farmacêutico e cantor Davi Urbano, de Vargem Grande do Sul, cria enxames de abelhas sem ferrão em sua residência. Na quarta-feira, dia 24, ele percebeu que 26 enxames que mantinha tinham sido mortos. A suspeita do criador é que alguém tenha usado veneno para limpar mato de terrenos perto da sua casa, a conhecida capina química, e que o composto teria exterminado as abelhas.

O criador procurou a Gazeta de Vargem Grande e também expôs o caso em seu perfil no Facebook, comentando que criava as abelhas dentro da cidade justamente para fugir do veneno que é colocado nas lavouras, já que na área urbana a utilização desses herbicidas é proibida.

À Gazeta de Vargem Grande, Davi contou que começou a criação de abelhas em janeiro de 2016, inicialmente como um hobby. “Tenho várias espécies de abelhas, dentre elas, jataí, borá, mandaçaia, mirim e euglossa, mas a principal e a que tenho mais enxames são as mandaçaias”, disse ele. “Inicialmente comecei a criação por curiosidade e hobby, mas depois descobri a importância desse inseto na natureza e iniciei com a preservação”, comentou.

Segundo Davi, na quarta feira, dia 24, ele notou que havia uma caixa infectada, já que muitas abelhas caiam no chão se contorcendo e após um tempo morriam. “É a segunda vez que isto ocorre comigo, então, já tendo o conhecimento, digo sem dúvida alguma que o que causou a morte dos enxames foi o veneno, como o pesticida que utilizam em lavoura. No entanto, é proibido ser usado dentro da cidade”, pontuou.

De acordo com o segundo parágrafo do artigo segundo da lei municipal nº 4.154, de 30 de outubro de 2017, “fica expressamente vedada a utilização de capina química, assim entendido a utilização de mata mato, ou uso de fogo como forma de eliminação da vegetação, lixo, ou de quaisquer detritos e objetos, nos imóveis edificados e não edificados”.

“Como é difícil localizar onde foi utilizado o veneno, uma vez que as abelhas tem um raio de ação que chega a 1,5 km, acredito que acionar a vigilância sanitária não ajudaria em nada, pois identificar e provar onde foi utilizado seria muito difícil”, lamentou o criador.

Mesmo com o ocorrido, Davi disse que pretende continuar com a criação de abelhas. “Quero sim continuar com a criação, porém pretendo encontrar um local que não ofereça risco às abelhas, já que além do prejuízo financeiro também tem o investimento de tempo”, falou.

O Executivo ressaltou  que o município possui uma legislação que não permite a capina química e que a prefeitura vem adquirindo máquinas e equipamentos que possam fazer a limpeza na cidade (limpeza de terrenos públicos em geral), isso sem comprometer o meio ambiente.

A lei é extensiva aos terrenos particulares e as denúncias devem ser feitas no Meio Ambiente pelo telefone 3641-9034.

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