Conhecendo um pouco mais a Casa Dom Bosco

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Conhecendo um pouco mais a Casa Dom Bosco

Assessoria de Comunicação

Um desafio um tanto quanto peculiar, que requer além de conhecimento administrativo um grande preparo emocional, ser coordenadora de uma entidade que acolhe crianças e adolescentes, vítimas de violência e maus tratos, não é uma tarefa relativamente fácil, mas contudo, pode ser algo extremante gratificante e repleto de eventualidades.

Rotina é algo que dificilmente podemos classificar como o dia a dia da advogada Natália Fonseca Pereira Daloca, gestora da Casa Dom Bosco desde 2013. “Num dia a casa está com apenas uma criança, no outro passa a ter mais de 10, não tem como prever”, disse Natália. Seu trabalho como coordenadora da Casa Dom Bosco é deixar tudo preparado e funcionando, independente de quantas crianças ou adolescentes estão sendo acolhidos. Desde a parte de alimentação e higiene, passando pelo vestuário e manutenção da casa. “O acolhido chega aqui com a roupa do corpo, que na maioria das vezes são desprezadas, temos que ter roupas limpas, materiais de higiene e alimentos para atendê-lo e deixá-lo em condições adequadas”, completou.

Os recursos, para o atendimento aos acolhidos, vêm basicamente de doações. “Felizmente, temos uma cidade extremamente solidária, pessoas e empresas que sempre estão dispostas a ajudar”, disse Natália, que a princípio – tanto em alimentos, roupas, quanto na manutenção da casa – tenta buscar através de doações ou algum profissional que se disponha a realizar algum serviço voluntário. “Toda a administração financeira é feita pela diretoria, tudo que precisamos, procuramos resolver através das colaborações, e de campanhas que realizamos – como a de fraldas que resultou numa grande participação da sociedade”, completou.

A coordenadora, também é responsável pela rotina da casa. “Durante a semana, procuramos manter um calendário de atividades bem definido, para atender todas as necessidades dos acolhidos. Eles vão para a escola ou creche, frequentam aulas de judô, futebol, natação, inglês, participam do Projeto Tio Carlão – projeto este da Prefeitura Municipal que atende as crianças com recreação, dança, teatro entre outras atividades e sempre em horário contrário ao período escolar”. Para que tudo funcione corretamente, como horário, transporte – que na maioria das vezes é feito pelos funcionários da casa, essa rotina tem que estar bem definida. “Eles também participam da arrumação e organização da casa, tem hora para dormir e para acordar, os adolescentes podem passear nos finais de semana, mas sempre com horários e acompanhamento”, completou.

“Nosso maior desafio é fazer com que as crianças e adolescentes adiram-se a rotina, as dificuldades são grandes, pois, na maioria das vezes eles vêm totalmente abalados emocionalmente, sem noções de regras ou limites. Muitos não fazem as refeições adequadas e nem tomam banho com frequência, são situações que temos que administrar, inserir essa rotina aos poucos com atenção, muita conversa e muito carinho. Nosso principal objetivo é fazer com que, no período de acolhimento, essas crianças e adolescentes se sintam seguros e preparados para um novo lar”, afirmou.

Todo esse trabalho é acompanhado pela diretoria da Casa, pelo Juiz da Infância e Juventude e pelo Promotor com visitas frequentes e disposição para atender quando necessário. Apesar de todos os desafios, é um trabalho que enaltece e engrandece, pois, atender pessoas vulneráveis, é contribuir para o desenvolvimento do cidadão, tendo em vista que o município precisa desse trabalho. Pois onde estariam essas crianças e adolescente se não fossem acolhidos pela Casa Dom Bosco?

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