De família de Vargem, chefe da PF no Rio deve ir para Holanda

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O superintendente da Polícia Federal no Rio, Ricardo Saadi

O superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Ricardo Saadi, foi convidado para ocupar uma vaga como representante brasileiro na Serviço Europeu de Polícia (Europol), a polícia da União Europeia. A vaga depende, no entanto, da aprovação de um acordo de cooperação entre o Brasil e a Europol.

Ricardo Andrade Saadi é de família vargengrandense, filho de Maria Inês de Oliveira Andrade Saadi e Paulo Saadi e neto do Dr. Décio de Andrade Dias e Diamantina Maria de Oliveira. Uma reportagem do jornal O Globo trouxe que Saadi deveria deixar a chefia da PF no Rio em dezembro deste ano ou janeiro de 2020. Mas, por pressão do presidente Jair Bolsonaro (PSL), ele deve ser exonerado do cargo nos próximos dias.

Nos últimos dias, em diversas entrevistas, o presidente falou sobre o afastamento de Saadi e chegou anunciar sua substituição pelo delegado Alexandre Saraiva, superintendente da PF no Amazonas. A PF, porém, decidiu alocar no Rio, Carlos Henrique Oliveira Sousa, da Superintendência de Pernambuco. Bolsonaro chegou a dizer que, se não pudesse trocar o superintendente, poderia demitir o diretor-geral, Maurício Valeixo.

Saadi teria manifestado interesse na vaga na Europol, na Holanda, no início deste ano. Com a saída da superintendência antecipada em pelo menos quatro meses, ele foi informado de que, se o convênio for aprovado, o cargo seria dele.

De acordo com reportagem da Folha, a investigação sobre a natureza dos supostos elos entre milícias do Rio de Janeiro e a família do presidente Jair Bolsonaro, o chamado caso Queiroz, teve papel de destaque em sua saída. Foto: Lucas Tavares/Zimel Press/Agência O Globo

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