Brasil desigual

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Com mais de 12,6 milhões de pessoas desempregadas, o Brasil vive uma crise econômica e social enorme. O governo federal, com as propostas de reformas da previdência e a tributária (em andamento no Congresso), busca oferecer um espaço menos insalubre para investimentos e desenvolvimento no país.

São medidas de médio e longo prazo, mas necessárias para que ao menos, a bússola do desenvolvimento siga consistente. No entanto, o acentuamento da desigualdade social é um mal urgente a ser combatido, são milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza, com menos de R$ 230,00 por mês. Em Vargem Grande do Sul, é possível afirmar que a situação encontra um reflexo do cenário nacional.

Muitas famílias desempregadas, recorrendo a programas de assistência social para garantir o gás, uma cesta básica, um auxílio do Bolsa Família para conseguir vencer o mês. Na outra ponta, um dado alarmante do FGV Social, mostram que desde o início da recessão econômica, em 2014 até os dias atuais, a renda per capita do trabalho dos 10% mais ricos subiu 2,5% acima da inflação; e a do 1% mais rico, 10,1%. Já o rendimento dos 50% mais pobres caiu 17,1%; e dos 40% da classe média, caiu 4,2%.

Uma reportagem da Folha de São Paulo apresentou dados do Relatório da Desigualdade Global, da Escola de Economia de Paris, que mostram que atualmente, o Brasil o país democrático que mais concentra renda no 1% do topo da pirâmide. Para se ter uma ideia, esses 1% de gente riquíssima, uma população de 1,4 milhões pessoas, abocanham quase um terço de todo rendimento, recebendo cada um em média, R$ 106,3 mil por mês pelo conjunto de todas as suas rendas.

Já os 50% mais pobres, que são 71,2 milhões de pessoas, ficam com 13,9% do conjunto de todos os rendimentos, menos da metade do que é recebido pelo 1% no topo.

Outro dado alarmante é o do aumento dos que vivem em situação de pobreza. Segundo dados do FGV Social, o total de pessoas que cruzaram a linha da extrema pobreza desde 2014, passando a viver com menos de R$ 232 por mês, cresceu 33%. Ao todo, são 6,3 milhões de brasileiros nessa faixa, o que elevou a 23,3 milhões o total de miseráveis o equivalente a 11,2% da população. Mesmo assim, há muito menos pessoas na pobreza extrema hoje do que no início dos anos 2000, quando elas eram 28% do total.

Nesta semana, a prefeitura em parceria com o governo estadual inscreveu pessoas para o programa Frente de Trabalho, bastante parecido com o Frente Social, que é desenvolvido há anos pela prefeitura. O número de pessoas que se mostraram interessadas é uma mostra da luta diária que muitos enfrentam em busca de uma renda fixa.

A cada notícia publicada pela Gazeta sobre a abertura de um novo estabelecimento ou da aprovação da destinação de terrenos para uma nova empresa no Distrito Industrial, os questionamentos sobre contratação são inúmeros.

Gerar emprego num momento de crise é uma façanha. Que a prefeitura continue investindo em criar um ambiente favorável para a vinda de empreendedores, que a Câmara discuta e aprove medidas nesse sentido, que a Educação continue uma prioridade para a capacitação das pessoas. Só assim, a desigualdade é combatida. Foto: Reprodução Facebook

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