Mais uma ameaça

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Foco da vacina é o público infantil

O sarampo era considerado erradicado no Brasil. Em 2016, a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) emitiu um certificado afirmando que o país era território livre da doença. Três anos depois, o sarampo já matou 12 pessoas no Estado de São Paulo somente em 2019, sendo mais de 7 mil casos confirmados e quatro suspeitos em Vargem Grande do Sul.

A única maneira de prevenção é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, distribuída gratuitamente na rede pública de saúde. Ou seja, é um mal que pode ser evitado com uma vacina gratuita e que consta do calendário nacional. Normalmente, a primeira dose deveria ser aplicada em crianças ao completarem 12 meses e a segunda, aos 15 meses. No entanto, por conta do avanço da doença, foi instituída a dose zero, para crianças de seis meses a menores de um ano.

Na última semana teve início a mais uma campanha de vacinação em todo país, que vai até 25 de outubro. Em Vargem, a prefeitura tem feito uma intensa divulgação para que os pais e responsáveis levem as crianças para tomarem a dose.

As vacinas estarão disponíveis nos postos de vacinação para crianças a partir de 6 meses e com menos de 5 anos. No sábado, dia 19, haverá o “Dia D”, quando os postos de saúde estarão abertos para facilitar o acesso dos pais e responsáveis.

Além do esforço de divulgação, uma outra iniciativa, proposta pelo vereador Canarinho (PSDB) e que virou lei na cidade, é a de apresentação da carteira de vacinação das crianças que vão se matricular na rede municipal de Educação. Caso não estejam em dia, os pais são orientados a procurar os postos de vacina.

Além de Vargem, onde os casos suspeitos ainda não foram conformados, há incidência de sarampo em cidades da região, como São João da Boa vista. O sarampo é uma doença que pode matar e a vacina que previne está ao alcance de todos. Assim, é muita irresponsabilidade deixar as crianças sem a imunização. E caso os pais continuem a relaxar com a vacinação, não será somente o sarampo a voltar, mas doenças muito mais devastadoras, como a paralisia infantil, por exemplo., não sendo possível aprovar nessas condições”, completou.

 

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