Saneamento básico

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Falta de água em rua da Cohab IV irrita moradores há 3 semanas

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE) trocou de superintendente, conforme noticiado na edição do dia 1º de junho de 2019. Responsável pela autarquia desde o início da segunda gestão de Amarildo Duzi Moraes (PSDB), Edson Nardini Sbardelini pediu exoneração e em seu lugar, assumiu Klabin Dei Romero, que já atuava na autarquia há muitos anos e atualmente ocupava o cargo de diretor de Água e Esgoto. Mas, os problemas envolvendo o abastecimento de água no município apesar dos esforços da equipe e dos investimentos feitos na atual administração, continuavam. A manchete acima foi dada na página 3 da edição do dia 29 de junho de 2019. Os moradores da rua João Osório da Fonseca, na Cohab IV, ficaram três semanas sofrendo com a falta de água na via.  Uma das moradoras queixosas, dona Zélia Maria Ferreira Alves disse à reportagem que a solução encontrada foi armazenar água em um reservatório para que os oito moradores possam tomar banho. “Aqui a gente trabalha na roça e como faz pra tomar banho depois? Tem que gastar gás pra esquentar tudo no fogão”, disse. Ela também está preocupada com a necessidade de armazenar água, por conta da possibilidade de proliferação do mosquito transmissor da dengue. Além disso, os moradores se queixaram da qualidade do reparo no asfalto feito pela prefeitura em busca do vazamento. Comentaram que todos pagaram com muito sacrifício pela pavimentação e que os reparos feitos provavelmente durarão pouco tempo. “Está parecendo mais uma lombada do que o buraco tampado”, comentou uma pessoa que passava pelo local.

População sofreu com o mau cheiro que água exalava

O mau cheiro da água que chegou nas residências de diversos bairros de Vargem Grande do Sul deixou a população indignada, conforme atestou a reportagem publicada na Gazeta de Vargem Grande no dia 14 de setembro de 2019. O problema começou na sexta-feira, dia 6, e se tornou motivo de várias reclamações em grupos de discussão do Facebook. A Gazeta também recebeu queixas de muitos moradores. O problema se estendeu pelos dias seguintes. Embora não tenha sido feita publicação oficial pela página no Facebook da Prefeitura Municipal ou do prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB), após alguns questionamentos, o chefe do Executivo se pronunciou nos comentários das postagens. Segundo Amarildo, ocorreu uma queda de energia na Estação de Tratamento de Água (ETA), que provocou o desligamento de uma bomba do sistema de tratamento e problemas de distribuição na madrugada de sexta-feira. Um servidor público que atua na ETA também se pronunciou nos comentários para explicar o problema. Segundo o informado, após os reservatórios restabelecerem sua capacidade de armazenamento, a bomba foi religada. Com a pressão feita e devido o encanamento da cidade ser em sua grande maioria de ferro, a água chegou até as residências com a coloração turva e com cheiro forte. Explicou a prefeitura que apesar da cor e do cheiro, a água estava tratada e adequada ao consumo humano.

Câmara aprova empréstimo de R$ 3,4 milhões para água

Apesar das manchetes sobre a falta e a qualidade da água no município, na edição do dia 7 de dezembro de 2019, o jornal noticiou que na sessão realizada no dia 2 de dezembro, os vereadores aprovaram por unanimidade um financiamento em nome da Prefeitura Municipal, cuja verba será destinada ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE) do município no valor de até R$ 3.452.000,00, na linha de crédito do Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa) junto à Caixa Econômica Federal. Com o empréstimo, o prefeito pretende construir cinco reservatórios de água na cidade, sendo um no Jardim Paulista, outro no Jardim Pacaembu, no Paracatu, no Clube XXI de Abril e outro no Poliesportivo da Santa Terezinha. Também está previsto com este dinheiro, a construção de uma nova adutora ligando o reservatório do Jardim Paulista ao Jardim Canaã, passando pela Cohab I;  a construção de outra adutora ligando a caixa d’água do Paracatu, saída da Vila Velha, passando pelo Clube XXI de Abril, chegando até o final do Jardim Fortaleza, nas proximidades da Escola Flávio Iared que está sendo construída pela prefeitura. Explicou Amarildo aos vereadores que o empréstimo tem por objetivo ainda a aquisição de bombas e equipamentos necessários para colocar em funcionamento todas as adutoras e reservatórios da cidade. A grande questão que vai continuar e deverá ser tema dos debates políticos que acontecerão neste ano, é se a água da cidade vai ou não ser privatizada e se a Sabesp seria a melhor opção para o município.

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