Educação municipal reiniciou ano letivo com atividades

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Catarina tem uma rotina para fazer as atividades

A volta às atividades dos alunos da rede municipal de Vargem Grande do Sul aconteceu na segunda-feira, dia 11, após quase dois meses da suspensão. Na data, os alunos começaram a receber atividades pedagógicas para serem realizadas em casa, devido a quarentena em proteção a pandemia do novo coronavírus (covid-19). As atividades estavam suspensas desde o dia 17 de março.
Segundo a prefeitura, as atividades não presenciais serão realizadas pelos alunos conforme planejamento e orientação dos professores e serão computadas na carga horária mínima de dias letivos, uma vez que o material será distribuído semanalmente pelos professores, junto a instruções.
A Gazeta de Vargem Grande conversou com algumas mães de alunos da rede municipal de ensino para saber como o estudo está acontecendo na prática nas residências das famílias. Mariana Reis, de 28 anos, explicou que para a filha, Catarina Reis, de 9 anos, que estuda no 3º ano da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Padre Donizetti, as atividades remotas estão funcionando.
A mãe comentou que a escola está sendo muito parceira dos pais e dos alunos. “Estão deixando os materiais impressos, prontinhos para serem usados. Tudo com muita facilidade e super bem explicadinho para as crianças entenderem mesmo”, disse.
Segundo ela acredita, embora ainda seja muito cedo para falar, estão andando para o caminho certo. “As matérias estão vindo bem claras. Lógico que não vai substituir o presencial, mas já é uma boa ajuda pra manter tudo fresquinho na cabecinha delas”, pontuou.
Ela contou que a adaptação de Catarina está sendo boa e que uma rotina ajuda nos estudos. “Ela tá amando, mas já tá morrendo de saudades da escola. Como trabalho, criei uma rotina de estudos pra ela e, graças a Deus, ela entende que naquela hora ela tem que sentar e concluir suas atividades”, completou.
No entanto, Alessandra Pereira da Silva de Carvalho, de 38 anos, avaliou que realizar as atividades com a filha Lavínia Fernanda de Carvalho, de 9 anos e está no 2º ano da Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Darci Troncoso Peres, não é tão simples assim.
Segundo ela, a escola tem um ótimo método de ensino, mas a dispersão com aparelhos tecnológicos e falta de foco na hora do estudo são os principais desafios das crianças. “Com o professor, já dá o que fazer para eles entenderem, agora em casa é ainda mais difícil para eles focarem no estudo. Eles pegam celular, televisão, não pegam firme”, comentou.
Assim, Alessandra se mostrou preocupada com o ano letivo dos alunos. “Tenho medo de que será um ano perdido e que terão que fazer de novo por não conseguir aprender nada. Assim é difícil e na escola não tem como ir por causa do vírus, já que estamos correndo muito risco. É possível que esse ano no geral será perdido, já que é mais difícil de aprender, então terão que fazer de novo”, completou.
A mãe explicou que a persistência não tem fim, mas que por estarem em casa e parecer férias, é mais complicado para levar o estudo a sério. “Tá sendo difícil, chego e chamo ela pra fazer a lição, mas eles levam tudo na brincadeira porque nós somos mães, não somos a professora. Então eles levam tudo na brincadeira, acaba que para estudar realmente os professores são mais respeitados”, explicou.
“Na hora de fazer a lição falo pra ela ficar quietinha e fazer certinho, vou explicando pra ela, mas não nos veem como professor. No entanto, eu trago ela pra fazer sim, o que eu estou podendo fazer e como posso ajudar, eu tento, e assim vamos levar até passar tudo isso e logo voltará ao normal”, finalizou.

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