Atletas de Vargem lidam com a pandemia treinando em casa

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Luisa treina online três vezes por semana. Foto: Arquivo Pessoal

Com a pandemia do novo coronavírus, diversas atividades foram afetadas. Entre elas, as esportivas pelo contato em treinos e competições. À Gazeta, vargengrandenses contaram como está sendo este período.
A atleta de taekwondo Luisa Ranzani, de 14 anos, contou que continua com os treinos três vezes na semana e que pensou em outras alternativas para se manter em forma, ainda que em casa. Ela explicou que intercala os dias de treinamento e sempre pratica no mesmo horário, para manter uma rotina.
“Nos dias em que meu mestre não passa o treino, eu procuro trabalhar minha flexibilidade, e algumas técnicas mais simples de se treinar. Estou focando bastante também em assistir lutas da minha categoria pela internet e também meus vídeos das competições, para estudar possíveis adversárias e procurar meus erros e acertos”, comentou.
No início do ano, Luisa conquistou uma vaga como titular da Seleção Brasileira de Taekwondo, na categoria cadete. Em maio, ela iria competir o Pan-Americano, nos Estados Unidos, mas o torneio foi cancelado por causa da pandemia.
Os treinos, conforme explicou, são feitos por vídeo-chamadas junto ao mestre Carlos Xavier e outros atletas da equipe Hwarangdo, de todas as idades e graduações. Ela contou que o foco agora é não perder o condicionamento físico, por isso estão sendo treinos um pouco mais leves na parte técnica e com bastante foco em treinos físicos.
Luisa pontuou que eles têm um horário fixo para os treinos online e nessas vídeo-chamadas o mestre passa os movimentos e exercícios para fazerem juntos. No restante do dia, a atleta busca treinar alongamento e estudar técnicas de luta, além de conversar com outros atletas que estão na mesma situação.
Segundo a atleta, sua maior dificuldade está sendo manter a dieta. “Apesar de ter o hábito de uma alimentação correta e balanceada, está sendo quase inevitável alguns deslizes”, confessou.
Luisa contou o porquê que é necessário não parar os treinamentos e ter disciplina. “É importante manter a rotina de treino, principalmente para manter um condicionamento físico, ainda mais para mim que sou atleta de competição. Mas também como taekwondista, somos ensinados a termos disciplina, principalmente com os treinos acima de qualquer dificuldade”, pontuou.
Seu objetivo é manter o ritmo de treinos e o condicionamento, para estar preparada quando retornarem as competições. “Eu estou com muita vontade de voltar às competições, e estou fazendo meus treinos em casa com a expectativa de que tudo volte ao normal e que eu esteja preparada para os campeonatos que deixaram de acontecer por conta da pandemia”, completou.

Luta compartilhada
O atleta vargengrandense de paratletismo, Paulo Guerra, contou que também continua com os treinos. Segundo ele, a rotina está tranquila, uma vez que está aproveitando para descansar e recuperar as micro lesões causadas pelo treinamento. No entanto, lamentou que seu treino mudou bastante e que busca fazer fortalecimento e algumas corridas para manter o condicionamento físico.
Para o atleta, a maior dificuldade é adaptar os pesos e aparelhos para executar os treinos e fortalecimento feitos em casa. “É importante não parar o treinamento, para não perder tudo que foi realizado durante a temporada. Então, parar as atividades coloca em risco toda minha preocupação, por isso optei em não parar de treinar”, ressaltou.
Ele contou que seu objetivo é manter e melhorar seu resultado para os critérios da paralimpíadas, que foi prorrogada para 2021. “Nesse momento, não temos uma data para o retorno das competições esportivas, até porque o nosso centro de referência fica na grande São Paulo, aonde nesse momento tem o maior surto do Covid-19. Então nós estamos aguardando orientação do Centro Paralímpico Brasileiro (CPB) para, então, retornar as competições esportivas”, disse.
Paulo pontuou que por conta do vírus há perda de apoio e incentivo das empresas de patrocínios. “Devido o Covid- 19, o fluxo de vendas no comércio afeta muito atletas que precisam muito do patrocínio para se manter”, explicou.

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