PM de Vargem foi preso dia 15 suspeito de abusar de enteada

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A prisão de um subtenente da Polícia Militar de Vargem Grande do Sul na última segunda-feira, dia 15, suspeito de ter cometido estupro de vulnerável causou indignação na cidade. O caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil, repercutiu em toda região e gerou dezenas de manifestações nas redes sociais da Gazeta de Vargem Grande, onde a reportagem foi publicada no início desta semana.
O policial militar teve prisão temporária decretada por suspeita de abusar sexualmente de sua enteada de 11 anos de idade e se encontra detido no Presídio Romão Gomes, em São Paulo. Por envolver uma criança, toda a investigação corre em segredo de Justiça.
Conforme o apurado pela reportagem, a vítima procurou sua mãe para contar o ocorrido. Muito abalada, ela relatou que há alguns dias, o padrasto entrou em seu quarto enquanto a mãe dormia. Ele a acordou e mostrou alguns vídeos para a menina, em seu celular. Em dado momento, ele tocou os seus seios e seu órgão genital.
Havia ainda a suspeita de que ele estaria filmando a enteada. Assim que tomou conhecimento, a mãe fez uma busca pela casa e encontrou um dispositivo suspeito, que ela verificou se tratar de uma câmera escondida. Ao acessar as imagens, foi possível verificar gravações da menina trocando de roupa, tomando banho, entre outras.
A mãe procurou então a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Vargem, onde foi ouvida pelo delegado Antônio Carlos Pereira Júnior. Foi instaurado o inquérito então e solicitado a prisão temporária do suspeito por estupro de vulnerável e pelas imagens de nudez e seminudez de criança e adolescente.
Ele foi preso na noite da segunda-feira. A Polícia Civil também cumpriu um mandado de busca a apreensão e acabou recolhendo equipamentos eletrônicos, como celulares e notebooks do policial, assim como suas armas, tanto a de trabalho, quanto a pessoal. Ainda foi aprrendida uma outra câmera em seu carro, camuflada dentro de uma lata. Os mandados foram determinados pelo juiz da 2ª Vara da Comarca, Christian Robinson Teixeira.
Inicialmente, o suspeito negou o crime. O policial foi encaminhado ao presídio militar Romão Gomes, onde permanece preso.

Polícia Civil

Questionado pela Gazeta de Vargem Grande, o delegado Antônio Carlos Pereira Júnior explicou que não irá se pronunciar neste momento. “Ao final da investigação, com a devida apuração dos fatos, baseado em provas admitidas na lei processual penal brasileira, em respeito à sociedade e principalmente em consideração à família da vítima, resguardado o segredo de Justiça e a privacidade e a intimidades das partes envolvidas, pretendo fazer um relato de todo trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil de Vargem Grande do Sul, o qual em seguida, será encaminhado ao Poder Judiciário”, disse.

Processo Administrativo

A Gazeta de Vargem Grande entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública, que informou que foi aberto um processo administrativo para apurar a conduta do policial. Segue a nota enviada à reportagem: “O caso é investigado pela DDM de Vargem Grande. O policial segue preso no presídio Romão Gomes e responde ainda a um processo instaurado pela PM. Desvios de conduta não são tolerados pela Secretaria da Segurança Pública, que defende a rigorosa apuração de todas as denúncias e, se comprovadas, a responsabilização dos envolvidos nos termos da lei”.

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