Animais resgatados em incêndios são devolvidos à natureza

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Tatu foi socorrido pelos voluntários

Além de Vargem Grande do Sul, grandes incêndios da região também atingiram o Parque Estadual de Águas da Prata e a Serra da Paulista, em São João da Boa Vista, destruindo a vegetação. Por isso, o Hospital Veterinário do Centro Universitário Unifeob se disponibilizou a atender animais resgatados desses locais.
Foi montado, ainda, um hospital de campanha para socorrer os animais feridos nos incêndios. A busca ativa por esses animais foi liderada pelo professor Plínio Aiub, que é médico veterinário.
De acordo com Plínio, o trabalho de recuperação e soltura dos animais resgatados e tratados continua, sendo que até o momento, entre completamente recuperados e em tratamento, cerca de 20 animais foram salvos e aproximadamente outros 10 encontrados já mortos.
“Resgatamos duas serpentes, sendo uma cascavel e uma jararaca, uma lebre, dois sapos, um pica pau, uma paca, dois tatus, um gambá, um bezerro, dois ouriços, quatro lagartos, lacraias e larvas de madeira”, disse.
Na terça-feira, dia 15, a bezerra chamada de Fumacinha deixou o Hospital e já estava bem, sendo devolvida ao sítio de onde foi resgatada por voluntários. De acordo com as informações do Hospital, o filhote não tinha ferimentos, mas era amamentado três vezes por dia e consumia cerca de seis litros de leite diariamente. “No Hospital, ela ficou internada no nosso Setor de Grandes Animais e toda a alimentação foi comprada por nós e recebida por doações”, explicou.
Segundo o professor Plínio, no mesmo dia foram resgatados um filhote de pica-pau do campo, um gambá e uma paca, solta nas dependências da Fazenda-Escola da Unifeob. “O pica-pau está bem, apesar de ter altos e baixos. Tem uma pneumonia, talvez até por aspiração de fumaça. A paca foi solta na mata ciliar do Rio da Prata e o filhote de gambá está sendo amamentado por uma estudante até chegar ao peso ideal”, disse.
Juliana pontuou que os filhotes de tatu estão estáveis, porém o tratamento no Hospital Veterinário continua por tempo indefinido, sem previsão de soltura, principalmente porque um deles passou por um procedimento para reparar lacerações na cauda e em um dos membros posteriores. “Eles estão ótimos e já comem sozinhos. Estamos cuidando da ferida. Os dois são filhotes, ainda nem abriram os olhos, então a gente segue cuidando deles e alimentando dia e noite”.
A médica explicou que, além da paca, a cascavel e a lebre também foram reintroduzidas na fauna no mesmo dia, porque não tinham ferimentos graves. “Só estavam em uma situação de muito estresse e fugindo, então o Plínio já reintroduziu em outros lugares”, disse.
O sapo, porém continua internado na clínica do professor Plínio. “Ele já ganhou peso e se alimenta bem. Tiramos todos os carrapatos e recebe vitamina B12 para sair do quadro anêmico”, explicou.

Tatu foi socorrido pelos voluntários

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