Editorial: Mais uma eleição se aproxima

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A quarta-feira, dia 16, foi de alta ebulição nos bastidores políticos de Vargem Grande do Sul. Com sua candidatura à prefeitura já aprovada pelo PSDB, o prefeito Amarildo Duzi Moraes e seus apoiadores se articulavam com o ex-prefeito Celso Ribeiro, do Podemos, para fechar a composição que já era esperada e foi adiantada pela Gazeta de Vargem Grande do último sábado. Até que no início da noite, foi divulgada a confirmação da chapa PSDB-Podemos, com Amarildo para a disputa da reeleição, tendo Celso como vice.
Os dois que já foram prefeitos de Vargem por duas oportunidades cada um, vão enfrentar o também ex-prefeito José Carlos Rossi (PSD), que terá como vice-prefeito, Eduardo Gonçalves Taú, do mesmo partido.
Ao analisar o período que cada um ocupou um cago no Executivo, Rossi permaneceu à frente da prefeitura de 1989 a 1992. Além disso, era o vice-prefeito de sua então esposa Denira, que foi eleita para administrar a cidade de 1997 a 2000. Porém, por conta de condenações referentes ao seu mandato, Rossi foi preso e não exerceu o cargo de vice. Pouco tempo depois, Denira foi cassada e o Executivo foi assumido por José Locatelli, então presidente da Câmara.
Celso Ribeiro venceu as eleições de 2000 e foi reeleito no pleito seguinte. Amarildo trabalhou na gestão de Celso como diretor financeiro e foi apoiado por ele para sua primeira eleição, em 2008. Mas ao buscar sua reeleição, viu Celso Ribeiro impor seu nome para as eleições de 2012. Nas urnas, Ribeiro perdeu para Celso Itaroti (PTB). Amarildo voltou à prefeitura ao vencer as eleições de 2016 e agora, tentará a reeleição.
Esse breve resumo mostra que praticamente desde o início da década de 1990, os mesmos nomes se revezam na disputa do poder executivo de Vargem. Mesmo Celso Itaroti, que ganhou a eleição se mostrando ao eleitor como uma nova alternativa, adotando o slogan Mudança Já, nem era tão novidade assim. Ele mesmo havia disputado a prefeitura outras vezes e foi vereador por vários mandatos.
No dia 15 de novembro, 31.821 eleitores de Vargem Grande do Sul terão de escolher homens públicos que já ocuparam o Executivo. Se por um lado a experiência é uma poderosa arma a favor desses políticos, que sabem como funciona a máquina pública, suas dificuldades e suas limitações, por outro lado frustra a expectativa de parte do eleitorado de ter sangue novo no Executivo.
Nesse sentido, cabe aos partidos incentivar a participação de jovens na vida política. Mostrar que a política é o caminho oferecido pela democracia para a construção do futuro do município. Se nas últimas eleições muitos candidatos ganharam votos justamente por se mostrarem avessos à política, os eleitores já perceberam que tudo não passou de jogada de marketing. Assim, é preciso atrair gente nova para a vida pública não apenas para renovar o jogo do poder, mas para formar uma nova geração de pessoas que vão definir a história de Vargem Grande do Sul.
Dizem que a política é a arte de servir. Mas, servir sempre ao coletivo e não a um projeto de poder pessoal. Para isso, é preciso honestidade, transparência e desprendimento. E para o futuro da cidade, é fundamental que mais pessoas se apresentem a essa missão.

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