Vargem passou por grandes desafios no passado

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O mundo foi atingido de maneira trágica em 2020 pela pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, que já fez quase 32 milhões de doentes em todo mundo e mais de 979 mil vítimas fatais. No Brasil, são 4,5 milhões de pessoas que já contraíram a doença, que fez mais de 138 mil mortes no país. Em Vargem Grande do Sul, a Covid-19 foi contraída por mais de 500 pessoas e até a sexta-feira, dia 25, tinha deixado dez mortos no município.
No entanto, lembra o pesquisador da história da cidade, Mario Poggio Junior, que Vargem passou por outros momentos de extrema dificuldade. Neste mês, por exemplo, uma série de queimadas na zona rural e em municípios vizinhos devastou mais de 85 alqueires somente em Vargem.
Muita vegetação nativa foi destruída, animais foram mortos, uma extensa área de pastagem também foi queimada. Para conter as chamas que devastaram a matas da Serra da Mantiqueira, foi preciso o empenho de muitos bombeiros, brigadistas, GCM, Defesa Civil e voluntários que após quase duas semanas conseguiram controlar as queimadas.
Mario Poggio Junior recordou de alguns desafios do passado. “Nossa terra já passou por delicados momentos, mas felizmente soube superá-los”, comentou. “Em 1918, os cafezais estendiam-se desde a beira do rio até as grotas da serra, por léguas e léguas de terras produtivas, mas em um dia de junho apareceram crestadas pela geada. Após, nuvens de gafanhotos deram seu quinhão. Para agravar mais a situação, houve a epidemia da gripe espanhola, que em 8 de dezembro de 1918 causou a morte do professor Benjamin Bastos e as consequências da Primeira Guerra Mundial (1914/1918)”, comentou, citando dados pesquisados do jornal “O Vargengrandense”, edição de 9 de julho de 1944, publicados na Coluna Vargem Grande no passado, no Presente e no Futuro, da lavra do Professor Gilberto Giraldi.
“Porém, como escreveu o mestre Gilberto Giraldi, o amor do povo pela terra e sua força de trabalho, levantaram o “homem”, pois houve a manutenção e ampliação de investimentos locais, tais como o Magazine Barbosa e Fontão, de propriedade de Lindolfo Barbosa e do Capitão João Fontão, que em 1920 mantinha serviço de correspondência com os bancos Comércio e Indústria e Comercial, para atender clientes, pois não havia estabelecimentos bancários na cidade (jornal “O Vargengrandense”, edição de 10/12/1944), a fundação do Banco Agrícola de Vargem Grande em 25/12/1920, a criação da Padaria e Confeitaria Candinho em 1922, e outros mais”, recordou.

Fotografia da praça central feita por João Forlin

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