O perigo ronda a esquina

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Em um mês, se contarmos os números anunciados de Covid-19 pela prefeitura municipal no dia 1° de setembro, que foram de 340 casos positivos e quatro mortes, com os divulgados no dia 30 de setembro, 675 casos positivos e 13 mortes, praticamente dobrou em um mês os casos de contaminação e triplicou o número de mortes na cidade, que até então apresentava índices bem pequenos do desenvolvimento da doença no município.
Enquanto no Estado de São Paulo o índice de contaminação começa a baixar, sendo seu pico registrado em meados de julho deste ano, quando houve uma média de 278 mortes por dia, contra uma média no final de setembro de 162 óbitos, o município de Vargem vive seus dias de máxima contaminação, sendo que do dia 28 de setembro a 2 de outubro, em apenas cinco dias, houve 46 novos casos em apenas cinco dias.
É difícil de saber quais são os determinantes para o elevado número de contaminação que está acontecendo em Vargem Grande do Sul, uma vez que as autoridades municipais têm se desdobrado em atuar com muito rigor no combate à contaminação do coronavírus.
A safra da batata que movimentou a cidade nos últimos cem dias e trouxe centenas de pessoas de outras localidades para trabalhar tanto na colheita, como também no beneficiamento, comércio e transporte do produto, pode ter colaborado com o aumento do contágio. Tanto, que produtores e funcionários que trabalham no setor foram contaminados nas últimas semanas.
Porém, ela praticamente chega ao fim neste início do mês de outubro e se for uma das possíveis causas, a situação pode ser de queda do contágio nos próximos dias. No entanto, a população deve fazer sua parte.
Ainda há muita gente que não acredita nos benefícios do uso de máscara, da necessidade de tomar todos os cuidados com a higiene e também que as aglomerações são as principais causas do aumento da doença na cidade, com as trágicas consequências ceifando a vida de pessoas e famílias sofrendo com a perda de entes queridos.
Apesar de repetitivo, pode ser que a cidade esteja vivendo o pico da doença e nas próximas semanas, se todos colaborarem e fizeram com responsabilidade a sua parte, o contágio comece a diminuir no município e a vida comece a voltar à sua normalidade.
Por enquanto, o perigo está à espreita na esquina, na respiração, num aperto de mão, num abraço, numa confraternização entre familiares e amigos. E enquanto este perigo rondar, é necessário todo o cuidado e a responsabilidade de todo vargengrandense.

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