Abastecimento de água entra no alerta vermelho

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Na Estação de Tratamento de Água, queda do nível da barragem é visível

Alerta vermelho sempre significa riscos extremos e a Gazeta, ao usar este termo quer levar ao conhecimento da população a crítica situação que se encontra o abastecimento de água no município, caso não haja chuva abundante nos próximos dez a quinze dias. Neste sábado, dia 10 de outubro, deve chegar a um metro ou um pouco mais, o tanto que baixou o nível da água junto à Represa Eduíno Sbardellini, que abastece Vargem Grande do Sul.
Próximo à captação, já estão se formando bancos de areia e se o volume baixar na mesma proporção de três a cinco centímetros por dia, pode-se chegar ao extremo das bombas não poderem mais captar a água da represa, o que levaria ao colapso o abastecimento da população.
O mês de setembro é considerado o início da estação chuvosa na Região Sudeste, mas houve poucas chuvas no mês passado e o calor aumentou muito este ano, crescendo também o consumo de água no município. A situação começou a ficar crítica e no dia 25 de setembro o prefeito Amarildo Duzi Moraes (PSDB) decretou “Estado de Alerta de Desabastecimento de Água”, que entrou em vigor na segunda-feira, dia 28, vigorando pelo período de até 60 dias.
Klabin Dei Romero, superintendente do Serviço de Água e Esgoto (SAE) mostrou-se preocupadíssimo com a situação na entrevista que concedeu ao jornal, mas estava confiante que pudesse chover neste final de semana. “Se não chover, vamos ter de tomar uma medida mais drástica com relação ao racionamento que hoje está funcionando das 8h às 14h”, afirmou ao jornal Gazeta de Vargem Grande. Explicou que para preservar um pouco mais de água na represa e atender a população caso as chuvas não ocorram, o racionamento deverá ser feito no mínimo por 12 horas.
Klabin lembrou que na crise hídrica de 2015, a represa chegou a baixar 81 cm, só que as chuvas na época ocorreram no final de setembro, chovendo muito nos dias 26 e 27 de setembro daquele ano e após uns quatro dias, a represa encheu novamente.
Para enfrentar o problema, além do racionamento, o SAE está fazendo todo um trabalho de conscientização junto à população para que se economize água. Também está fiscalizando e multando quem for pego desperdiçando o que nos últimos dias tem se tornado ‘o precioso líquido’.
“A campanha tem ajudado, mas a população precisa ter ciência da gravidade da situação e diminuir ainda mais o consumo, utilizando a água somente para o essencial”, falou o superintendente.
Também durante a semana, funcionários do SAE e do Meio Ambiente, estiveram limpando o Rio Verde e suas margens logo acima da represa, para ver se o fluxo de água melhora e aumenta a reserva da represa.

Irrigações devem ser paralisadas

Devido à seca prolongada, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) de Ribeirão Preto, responsável pelas outorgas de uso de água da Bacia Hidrográfica do Rio Verde, da qual Vargem faz parte, enviou um comunicado aos usuários da bacia que utilizam a água para irrigação, solicitando a paralisação imediata das captações existentes à montante da Barragem “Eduíno Sbardellini” para fins de irrigação objetivando atender ao uso prioritário de abastecimento público do município de Vargem Grande do Sul. Caso nenhuma providência seja tomada, o órgão afirma que poderá ser ativada a fiscalização do DAEE, inclusive com apoio da Polícia Ambiental.

Pivôs estão trabalhando
Na sexta-feira, o jornal tomou conhecimento que vários pivôs estavam em funcionamento naquela manhã, retirando muita água do córrego Ribeirão Preto da Forquilha, um dos principais afluentes do Rio Verde, que fica na região do Barro Preto.
O superintende do SAE foi questionado a respeito do uso destes pivôs nesta fase tão crítica da represa e ele afirmou que o SAE está procurando sensibilizar os agricultores que fazem uso de pivôs na bacia do Rio Verde, para que parem de usar a água para irrigação, até que a situação se normalize. “Entendemos a situação dos produtores, dos custos, mas a prioridade das águas do Rio Verde nesta seca, é para consumo humano”, afirmou Klabin.

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