Candidato fala sobre o problema da Água no município

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José Carlos Rossi é candidato a prefeito pelo PSD. Foto: Divulgação

A partir da edição deste sábado, dia 17 de outubro, a Gazeta de Vargem Grande vai divulgar a entrevista com os candidatos a prefeito sobre seus planos de governo para o município. Desde sua fundação, há quase 40 anos, toda eleição municipal, a Gazeta entrevista os candidatos a prefeito e leva suas propostas ao conhecimento de seus leitores e também da população vargengrandense.
Para iniciar esta série especial, Amarildo Duzi Moraes (PSDB) e José Carlos Rossi (PSD) foram questionados sobre seus projetos para o abastecimento de água na cidade, que nesta semana atingiu nível crítico, com possibilidade de aumentar a duração do racionamento que está em vigor há duas semanas.
As perguntas foram enviadas pelo e-mail à equipe dos candidatos no início da noite da terça-feira, dia 13, pedindo que as respostas fossem enviadas até o início da tarde da sexta-feira, dia 16. No entanto, apenas Rossi enviou suas respostas para o jornal.
Assim, segue a entrevista com o ex-prefeito José Carlos Rossi:

Gazeta: No seu ponto de vista, qual o maior problema com relação ao abastecimento de água do município? Como pretende saneá-lo e custear essa solução?
Rossi: Bairros mais afastados do centro sentem a falta de água durante todo o ano, mesmo quando não há seca. São evidentes dois problemas: Um deles pode ser resolvido com a substituição dos encanamentos antigos do centro. Já o outro, exige um sistema secundário de captação de água junto ao rio Jaguari e uma segunda represa. Também é preciso realizar a manutenção constante da atual represa, que vem perdendo sua capacidade de armazenamento de água devido ao acúmulo de areia. Tal manutenção não exige grandes orçamentos, basta seguir as normas ambientais e qualificar o nosso pessoal para a tarefa. Quanto aos recursos para as melhorias, podem ser adquiridos através do próprio SAE, e também através de emendas parlamentares. Estamos tranquilos quanto a isso.

Gazeta: A questão da inadimplência no SAE é preocupante. Como planeja resolver essa questão? Se for eleito, o que pretende fazer com relação a estas dívidas?
Rossi: Em muitas das vezes, a inadimplência é o efeito colateral do desemprego. Ninguém quer ficar devendo nada, menos ainda, contas de água. Em minha página “Facebook.com/PaginaDoRossi”, tenho falado muito sobre isso. Uma cidade onde o índice de desemprego é elevado, como Vargem, faz com que seus habitantes se tornem reféns de situações como essas. Aliás, não é apenas o povo que perde com isso, o comércio local também, pois fatura menos, e por que seria diferente com o SAE? A solução está em capacitar nosso povo e trazer empregos para a cidade, está em aumentar o poder de compra de todos.

Gazeta: Com o crescimento populacional, a atual barragem está se aproximando de seu limite para atender a demanda crescente na cidade. Está em seus planos a construção de uma nova represa? Onde? Como irá custear essa obra?
Rossi: Na verdade, a represa atual já atingiu seus limites. Ela também exige manutenção, como a remoção de areia e instalação de caixas de contenção de rejeitos. Cuidar de forma adequada das nascentes do rio Verde é primordial. É preciso investir em novos reservatórios, na construção de uma segunda represa, e também em um sistema que faça a captação junto ao rio Jaguari, para que não nos tornemos dependentes apenas do rio Verde. Como expliquei em uma das perguntas, custear a obra é o menor de nossos problemas, o SAE tem faturamento positivo e se por algum motivo deixou de ter, então significa que não está sendo administrado como deveria. De qualquer maneira, minha equipe e eu temos planos para solucionar tais problemas de maneira eficiente, e sem extrapolar o orçamento.

Gazeta: Como vê o tratamento de esgoto no município? O que pretende fazer, se eleito, para que nossos rios e córregos não tenham mais nenhum tipo de poluição?
Rossi: Como se não bastasse as obras milionárias que estão abandonadas pela cidade, se deteriorando com o tempo, ainda temos também a questão dos esgotos. Os rios continuam recebendo esgoto e isso é inaceitável. É preciso fazer uma auditoria técnica para descobrir a causa, se é falha na estação de tratamento, ou se é algo externo, como por exemplo; ligações irregulares ou clandestinas da rede de esgoto. Não posso planejar uma solução enquanto não tiver uma equipe de profissionais capacitados de minha confiança, que possa periciar isso, seria grande irresponsabilidade de minha parte, mas sim, Vargem precisa dar bom exemplo e o tratamento de esgoto reflete na qualidade de vida das pessoas, então não há razão para não avaliarmos soluções para mais esse problema.

Gazeta: Acredita que para resolver o problema de água em Vargem Grande do Sul, seria necessário privatizá-la? Em caso positivo, como faria? Em caso negativo, como tornaria o SAE sustentável?
Rossi: Privatizar nem sempre é solução. Temos uma excelente equipe no SAE, e devemos qualificá-los, fornecer ferramentas necessárias para manter a manutenção da represa e das galerias pluviais em dia. Hoje o mercado é competitivo e oferece equipamentos com garantia e baixo custo, uma draga, por exemplo: Tal equipamento faz a remoção de areia de barragens. Custa pouco manter e traz lucros, afinal a areia é matéria prima e poderá ser reutilizada. Estamos na era de soluções sustentáveis, de reaproveitamento, reciclagem! Funciona muito bem em outros lugares, por que não funcionaria aqui? Existem dezenas de processos para mantermos o SAE lucrativo e infelizmente, por falta de espaço, não poderei explicá-los aqui, por isso sugiro que os leitores acompanhem minha página no Facebook para mais detalhes.

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