Vaticano anuncia andamento em beatificação de religiosos da região

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Irmão Roberto Giovanni morou em Casa Branca

Irmão Roberto Giovanni é declarado venerável pelo Vaticano, que também iniciou processo de beatificação do bispo D. Tomás Vaquero

O Papa Francisco recebeu em audiência em 27 de outubro, o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Dom Marcello Semeraro, oportunidade em que autorizou a mesma Congregação a promulgar os decretos que reconhecem alguns milagres, martírios e virtudes heroicas. Entre estes, o martírio da Serva de Deus Isabel Cristina Mrad Campos, em Juiz de Fora, e as virtudes heroicas do Servo de Deus Roberto Giovanni, nascido em Rio Claro (SP), em 1903, mas que passou sua vida em Casa Branca.
Irmão Roberto Giovanni, como irmão coadjutor, viveu a maior parte de sua vida na cidade vizinha a Vargem Grande do Sul. “Rigoroso consigo próprio, transbordante de amor para com os outros, dedicou-se aos trabalhos domésticos, ao serviço paroquial e ao Santuário Nossa Senhora do Desterro, à assistência espiritual ao povo, principalmente aos pobres e doentes. Sua amabilidade e simplicidade atraíam a todos, simples ou doutos”, publicou a Diocese de São João da Boa Vista.
Em novembro de 1993 Irmão Roberto, já enfermo, foi morar em Campinas na casa de repouso dos Padres e Irmãos Estigmatinos. Com o passar dos dias foi acometido de uma pneumonia, deixando seu pobre físico muito debilitado. Ele faleceu às 15h do dia 11 de janeiro de 1994, aos 90 anos de idade. O povo de Casa Branca quis que seu corpo fosse sepultado no mesmo Santuário onde ele serviu pela maior parte de sua vida. Foi sepultado ao lado do altar-mor, no lugar exato onde, em vida, costumava rezar.
Após sua morte, o fato de as pessoas o terem como santo e, pelas graças alcançadas por sua intercessão, foi aberto o Processo Canônico para a sua Beatificação e Canonização.

Dom Tomás
Ainda na última terça-feira, dia 27 de outubro, o bispo Diocesano, Dom Antonio Emidio Vilar, recebeu uma comunicação da Santa Sé, por meio da Congregação para a causa dos Santos, autorizando o processo de Beatificação de Dom Tomás Vaquero.
“Damos graças a Deus por esse passo inicial e ainda agradecemos todo o bem que nossa Diocese recebeu por meio de Dom Tomás nas quase três décadas de seu pastoreio entre nós. Que do céu ele interceda por nossa Diocese e que seu exemplo de cristão nos ajude a seguir com entusiasmo a Jesus de Nazaré”, publicou a página da Diocese de São João da Boa Vista.
Dom Tomás nasceu em Pirassununga, no dia 26 de março de 1914. Filho do Pedro Vaquero e de Teresa Seis Dedos Vaquero. Foi ordenado Presbítero no dia 12 de abril de 1941, em Roma, Itália. Ao voltar para o Brasil, foi Vigário Cooperador na Paróquia de Nossa Senhora da Penha, de Itapira, em fins de 1941. Lecionou por vários anos na PUC-Campinas.
Foi nomeado pelo Papa João XXIII, no 2 de julho de 1963, Bispo da Diocese de São João da Boa Vista. Foi ordenado no dia 15 de agosto de 1963, por Dom Paulo de Tarso Campos, sendo co-sagrantes, o Cardeal Agnelo Rossi e Dom José Varani.
Recebeu títulos Honoríficos, tais como, Cônego Honorário e Catedrático do Cabido Metropolitano da Arquidiocese de Campinas, Professor Emérito da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Campinas, cidadão honorário das cidades de Mogi Mirim, São João da Boa Vista, Casa Branca, Santa Cruz das Palmeiras, Santo Antônio do Jardim, Mococa, Águas da Prata, Espírito Santo do Pinhal, Vargem Grande do Sul. Faleceu em São João da Boa Vista no dia 02 de agosto de 1992.

Irmão Roberto Giovanni morou em Casa Branca
Bispo D. Tomás Vaquero

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