Lago construído no Jardim São Joaquim gera polêmica

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Postagem tinha recebido mais de 280 comentários. Foto: Reprodução Facebook

A foto de um lago postada no grupo de discussão sobre a cidade “Fala Vargem Oficial”, no último domingo, dia 25, causou polêmica e motivou uma série de questionamentos por parte dos internautas. Trata-se de uma imagem aérea feita pelo morador Sérgio Passoni, que mostra a propriedade aos fundos da casa do empresário Lúcio Bolonha Funaro, no Jardim São Joaquim, em Vargem Grande do Sul. Internautas questionaram a legalidade de se construir um lago no local, que aparentemente está em fase final de construção.
A Gazeta procurou o empresário, mas não conseguiu falar com o mesmo. Mas, o empresário teria tomado conhecimento polêmica e segundo uma pessoa ligada a Funaro, todas as intervenções feitas no imóvel possuem as licenças necessárias. Inclusive, há alguns anos quando as obras começaram, por duas vezes equipes da Polícia Ambiental vieram vistoriar o local e nada de irregular foi apontado.
Na área, que também é possível de ser observada pelo Google Maps e pelo Google Earth, pode-se ver a casa onde o empresário vive e que chamou atenção da imprensa nacional quando a Justiça Federal determinou que ele cumprisse a pena de reclusão a qual foi condenado por atos de corrupção em regime domiciliar. Atualmente, ele progrediu para o regime semiaberto.
Na foto, que mostra a propriedade localizada no Jardim São Joaquim postada no domingo, é possível verificar ao fundo o lago artificial construído nos últimos anos, uma grande área com eucaliptos plantados, além de piscina, quadra de tênis e o heliponto usado pela família.
Apesar de se tratar de uma propriedade particular, na qual o responsável desde que cumpra a legislação em vigor pode exercer seu direito de usufruir e explorar o que lhe compete, a postagem gerou uma série de questionamentos entre os internautas.
O que chamou a atenção dos moradores que viram e comentaram esta publicação foi exatamente a grande área de água represada na propriedade, uma vez que o município passa por uma crise séria de abastecimento, com racionamento de água das 8h às 14h. Aos fundos deste imóvel passa o Córrego Graminha, que após percorrer essa área de várzea e brejos, segue dentro da parte urbanizada do município ao lado da avenida Hermeti Piochi de Oliveira até desaguar no Rio Verde.
Os moradores questionaram a legalidade da construção desse lago, se houve represamento do córrego para a realização dessa área alagada e se a intervenção feita seguiu os trâmites legais e ambientais, inclusive com a permissão da prefeitura. Foi questionado também a respeito da plantação de eucaliptos na propriedade, sendo argumentado por um dos internautas que esse tipo de plantação não seria permitido em área de preservação ambiental.
Questionou o internauta se é permitido esse tipo de plantio nessas condições, inclusive se foi respeitada a preservação de mata ciliar. A Gazeta entrou em contato com a prefeitura e com a Polícia Ambiental levando o questionamento feito pelos moradores mas até a conclusão desta edição, não recebeu retorno.
A pessoa ligada a Funaro que falou ao jornal, disse que todas as licenças necessárias são de competência estadual e federal e que Funaro obteve toda a documentação necessária. Foi explicado ainda que para a construção do lago, não foi alterado o curso do córrego e que a exploração de barro no local também recebeu todas as licenças necessárias. Foi informado ainda que a Polícia Ambiental esteve no local, vistoriou as intervenções e não apontou nenhuma ilegalidade.

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