Rossi e Amarildo falam suas propostas para a Saúde

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Dando continuidade às entrevistas com os candidatos a prefeito de Vargem Grande do Sul, a Gazeta questionou Amarildo Duzi Moraes (PSDB) e José Carlos Rossi (PSD) sobre projetos para a Saúde. Os candidatos falaram sobre a crise da Covid-19, Hospital de Caridade, atendimento ao idoso e mais. Leia as entrevistas:

José Carlos Rossi é candidato a prefeito pelo PSD. Foto: Divulgação

Gazeta: Como vê a atual situação da pandemia da Covid-19 no município?
Rossi: Felizmente, o índice de fatalidades vem caindo em todo o país, mas é claro, não devemos em hipótese alguma nos descuidamos. É lamentável que esse tipo de situação continue por tanto tempo assim. É algo terrível que levou vidas, que desestruturou a economia e a rotina das pessoas.
Estamos ansiosos por uma vacina eficaz, por uma solução.

Gazeta: O Hospital de Caridade tem atravessado um série crise financeira que se agravou nos últimos meses. Se eleito, manterá o repasse à entidade ou pretende aumentar o valor?
Rossi: Temos conhecimento da difícil situação pela qual passa o nosso hospital e sim, há pretensão de aumento no repasse, na medida do possível, isso será feito. É importante nos reunirmos com a diretoria e o corpo clínico para conhecermos todos os detalhes sobre essa questão.
Nosso hospital é um dos bens mais preciosos de nossa cidade, e não só ele, quanto todos os outros órgãos de saúde. Não podemos permitir que continue na situação que está, devemos buscar por soluções e melhorias.

Gazeta: Uma das principais queixas da população é a demora para atendimentos com especialistas. Psiquiatria, cardiologia e urologia são algumas das mais cobradas. Como pretende ampliar o atendimento e como planeja atrair especialistas para trabalhar na rede municipal?
Rossi: Em nossas peregrinações por toda a cidade, temos constatado o clamor da população enferma por falta de médicos especialistas e remédios na farmácia municipal, principalmente remédios de alto custo.
A atual administração terceirizou parte da saúde, o que encarece e dificulta a possibilidade de diversificar as especialidades médicas na rede municipal. Para se ter uma idéia, um exame pré-natal, tem levado em torno de 5 meses para começar a ser feito. As filas para consultas em psiquiatras, cardiologistas, urologistas, ortopedistas e fisioterapeutas, são enormes, a espera dura meses. Não vamos terceirizar a saúde, pois tudo que é terceirizado é mais caro. Pretendemos atrair os profissionais através de contratação direta. É mais barato e nos permite escolher o médico especialista.

Gazeta: A população de Vargem está envelhecendo. O que pretende fazer para atender um público que só tem aumentado e que demanda uma atenção mais intensa da parte de saúde pública?
Rossi: A população mundial está envelhecendo. Temos um carinho especial com o pessoal da terceira idade, tanto é que quando fui prefeito, construí o lar dos idosos, no Jd. Paulista, onde cada um tem a sua própria casa. Vamos criar condições para que realizem atividades físicas e intelectuais, por exemplo: Passeios turísticos, bailes, salão de jogos, ginástica, trabalhos manuais, etc.
E tudo isso será feito através de um cadastro onde poderemos acompanhar e também conhecer mais sobre cada um. Seus gostos, se há ou não alguma necessidade médica, entre outros. A idéia vai bem além de possibilitar condições, nós nos importamos com a dignidade e bem estar dessas pessoas.

Gazeta: Recentemente, um dos mais graves problemas na cidade era a demanda de realização de exames e de cirurgias eletivas. O que pretende fazer para que essa situação não seja recorrente e pacientes fiquem esperando muito tempo ara um exame ou para passarem por essas cirurgias?
Rossi: Saúde é urgência e não pode esperar. Demoras para realização de exames e cirurgias não são os únicos problemas.
O sistema de saúde é amplo e complexo, e se não começarmos a ouvir as sugestões e queixas dos profissionais que lá estão, então jamais conseguiremos soluções e não importa o quanto você injete de dinheiro. Devemos ouvir os profissionais que todos os dias fazem o seu melhor para manter nossas redes de saúde em funcionamento. Devemos começar por aí.
Depois, junto de uma equipe técnica especializada, criar soluções baseadas nas sugestões desses profissionais.
Também considero necessária a instalação de uma unidade do AME na cidade, isso irá agilizar os exames e diagnósticos de nossos pacientes.

Amarildo é candidato do PSDB. Foto: Arquivo Pessoal

Gazeta: Como vê a atual situação da pandemia da Covid-19 no município?
Amarildo: Até a vacina chegar, vamos manter o alerta com as medidas de segurança e orientação. Os casos positivos e as notificações estão diminuindo e a Vigilância continua seu trabalho de orientação, com apoio da GM e Tributário. Já fizemos testes rápidos em quase 20% da população, fizemos 3 vezes a desinfecções de todas as ruas da cidade e dezenas pontuais. Os servidores da Saúde realizam trabalho de excelência nessa pandemia. Fizemos dezenas de vídeos informativos, inúmeros mutirões de testes rápidos e os próximos vão ser nas indústrias. Foi criado o Gripário. Elaborados 42 Decretos, 1 Lei e 1 Portaria com protocolos, dezenas de reuniões com comerciantes, setor de saúde, comissão de controle da COVID-19, Ministério Público, etc. Foram distribuídas mais de 10 mil máscaras, aquisição de milhares de EPI´s e insumos o setor de Saúde. Apoio às pessoas em situação de rua e às entidades. Conseguimos 2 respiradores do governo estadual. Solicitamos à população que continue a adotar os protocolos de segurança, evitando mais casos e, principalmente, uma segunda onda da doença.

Gazeta: O Hospital de Caridade tem atravessado um série crise financeira que se agravou nos últimos meses. Se eleito, manterá o repasse à entidade ou pretende aumentar o valor?
Amarildo: Para atendimento a COVID-19 repassamos ao Hospital R$ 1,5 milhão, sem contar os R$ 1,4 milhão de custeio com recursos próprios. Já estão garantidos R$ 2 milhões para o custeio no orçamento de 2021, isso ainda não vai suprir as necessidades do Hospital, em função de fatores diversos que como os hospitais do País passa por dificudades. Vamos buscar emendas parlamentares, e outras medidas para minimizar a crise financeira do Hospital. Herdamos dívidas que dificultaram nossa situação, tendo que manter também toda a rede municipal de Saúde. Em 2017 repassamos R$ 995 mil já orçados; em 2018 foram R$ 1,25 milhão, 2019 R$ 1,4 milhão. Em 2020 com os repasses da COVID-19 e os previstos, a ajuda financeira vai ultrapassar R$ 3 milhões. Além disso, considerando a crise financeira da entidade, fizemos reunião com a Provedoria anteciparemos o repasse de 280 mil reais para garantir a folha de pagamento do décimo terceiro dos funcionários.

Gazeta: Uma das principais queixas da população é a demora para atendimentos com especialistas. Psiquiatria, cardiologia e urologia são algumas das mais cobradas. Como pretende ampliar o atendimento e como planeja atrair especialistas para trabalhar na rede municipal?
Amarido: Pagamos R$ 11 milhões em dívidas deixadas, sem contar os milhões para recuperar a frota, etc. Dentro do caos financeiro que existia, com responsabilidade priorizamos a Saúde. No início de 2017 tínhamos 4 especialidades médicas na rede, hoje temos 16 e vamos aumentar para 23 especialidades até meados de 2021 e também não teremos lista de espera (superior a 30 dias para consulta sem urgência) para nenhuma especialidade contratada. Somente no Centro de Especialidades Médicas, temos 14: ortopedia, dermato, nefro, urologista, neuropediatra, clínico geral, geriatra, infecto, pequenas cirurgias, vascular, reumato, otorrino, gastro e agora cardiologista. No SASP, cujo prédio novo entregamos recentemente, temos: psiquiatra, psicólogo, fono. No CAM: gineco e obstetra. No PPA temos 2 clínicos e 1 pediatra. Nos postinhos, clínico geral e pediatra com agendamento. Colocamos fono e psicólogo exclusivo para atender a Rede de Educação. Abrimos uma farmácia no Jardim Dolores e vamos colocar uma farmácia no PPA que ficará aberta até 23:00. Avançamos trazendo mais especialidades médicas para atender a população e vamos continuar este trabalho. Mas muito ainda precisa ser feito.

Gazeta: A população de Vargem está envelhecendo. O que pretende fazer para atender um público que só tem aumentado e que demanda uma atenção mais intensa da parte de saúde pública?
Amarildo: Público que temos muito carinho. Realizamos a Conferência do Idoso que traçou diretrizes para a cidade, especialmente na Saúde. Reativamos o Conselho do Idoso, criação do Fundo do Idoso, reativamos do Grupo Idade Feliz. Colocamos dois Geriatras na rede. Reformamos a farmácia de alto custo e ampliamos os medicamentos que em sua maioria atende aos idosos. Vamos ampliar as capacitações para os profissionais, visando além do cuidado o enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. Vamos melhorar e ampliar os Programas de Saúde da Família que com suas equipes de agentes são importantes no tratamento e prevenção. Temos o CCI “Haydeé” oferecendo inúmeras atividades a mais de 200 idosos além do CCI “Lacordere”, que recebeu a reforma da primeira ala e vamos fazer a da segunda ala. Vamos fazer a inclusão digital e a educação com cursos formatados para esse público e a expansão de atividades nas praças esportivas, estamos reformando o Clube Vargengrandese, com piscina aquecida, para os idosos.

Gazeta: Recentemente, um dos mais graves problemas na cidade era a demanda de realização de exames e de cirurgias eletivas. O que pretende fazer para que essa situação não seja recorrente e pacientes fiquem esperando muito tempo ara um exame ou para passarem por essas cirurgias?
Amarildo: Realizamos até o momento 2.300, recorde histórico em cirurgias eletivas, ou seja, 5% da população passou por cirurgias nestes 3 anos e meio, zerando ou reduzindo a fila de espera. Para isso a Prefeitura está contratando cirurgias em regime de mutirão, pagando com recursos próprios e sem depender da cota SUS, em parceira com o Hospital de Caridade e, principalmente, com o CONDERG. Fizemos 700 cirurgias de catara e pterígio e praticamente zeramos a fila de anos de espera. Com as demais cirurgias eletivas tiramos centenas da fila de espera. Investimos muito em exames, com incremento de 100 a 2.500%, zerando ou reduzindo sensivelmente a grande fila que existia. A pandemia atrapalhou e muito a realização de cirurgias e exames, caso contrário teríamos zerado praticamente todas as filas. Esse trabalho precisa continuar.

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