A luta para se eleger vereador

    0
    316
    Vereadores que encerram seus mandatos neste ano, durante sessão na Câmara

    Tadeu Fernando Ligabue
    Embora a disputa de uma eleição municipal se concentra nos candidatos a prefeito, onde todos os moradores do município tentam adivinhar quem será o político que vai governar por mais quatro anos a cidade, outra luta acirrada também acontece junto aos candidatos a vereador que buscam uma das vagas existentes na Câmara Municipal.
    Em Vargem Grande do Sul também é concorrida a disputa para se eleger vereador. Ao todo são 133 candidatos em busca de uma das 13 vagas existentes no Poder Legislativo, cujo subsídio hoje está em torno de R$ 3.860,00 por mês.
    Este ano pela primeira vez, candidatos ao cargo de vereador não poderão concorrer por meio de coligações. O fim das coligações na eleição proporcional foi aprovado pelo Congresso Nacional por meio da reforma eleitoral de 2017. Com isso, o candidato a uma cadeira na Câmara Municipal somente poderá participar do pleito em chapa única dentro do partido ao qual é filiado.
    Segundo informa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), “na eleição proporcional, é o partido que recebe as vagas, e não o candidato. No caso, o eleitor escolhe um dos concorrentes apresentado por um partido. Estarão eleitos os que tenham obtido votos em número igual ou superior a 10% do Quociente Eleitoral (QE), tantos quantos o respectivo Quociente Partidário (QP) indicar, na ordem da votação nominal que cada um tenha recebido”.
    O tal do Quociente Eleitoral tem tirado o sono de muitos candidatos em Vargem Grande do Sul, que se debruçam sobre números e dados tentando adivinhar se serão ou não eleitos para os próximos quatro anos.
    Nas explicações do TSE, “o QE é determinado pela divisão da quantidade de votos válidos apurados pelo número de vagas a preencher, desprezando-se a fração, se igual ou inferior a 0,5, ou arredondando-se para 1, se superior. A partir daí, analisa-se o QP, que é o resultado do número de votos válidos obtidos pelo partido dividido pelo QE. O saldo da conta corresponde ao número de cadeiras a serem ocupadas”.
    A conta é complicada, uma vez que “as vagas não preenchidas com a aplicação do QP e a exigência de votação nominal mínima serão distribuídas entre todos os partidos que participam do pleito, independentemente de terem ou não atingido o QE, mediante observância do cálculo de médias”.
    A média de cada legenda é determinada pela quantidade de votos válidos a ela atribuída dividida pelo respectivo QP acrescido de 1. À agremiação que apresentar a maior média cabe uma das vagas a preencher, desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima. Por fim, depois de repetida a operação, quando não houver mais partidos com candidatos que atendam à exigência de votação nominal mínima, as cadeiras deverão ser distribuídas às legendas que apresentem as maiores médias”.

    DEIXE UMA RESPOSTA

    Por favor insira seu comentário
    Por favor insira seu nome aqui