Novembro Roxo: especialista fala sobre prematuridade

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Dr. Paulo Cossi e da Dra Ana Paula de Carvalho, da Clínica Cossi, estão engajados na campanha do Novembro Roxo. Foto: Divulgação

Avanços da Ultrassonografia contribuem para desfechos positivos de bebês prematuros

Mesmo que a gestante faça tudo corretamente durante a sua gravidez, haverá “sempre” um risco do bebê nascer antes do tempo correto, ou seja, antes de 37 semanas. Novembro é considerado o Mês Internacional de Sensibilização para a Prematuridade, com o objetivo de alertar sobre o crescente número de partos prematuros, como preveni-los e informar sobre as consequências do nascimento antecipado para o bebê, para sua família e para a sociedade.
De acordo com o médico ginecologista e obstetra Paulo Cossi, bebês que nascem prematuramente estão sujeitos a apresentarem mais problemas de saúde, precisam de maior tempo de internação nos berçários e alguns também poderão ter problemas de saúde a longo prazo, como por exemplo, problemas que afetam o cérebro, os pulmões, a audição ou a visão.
De acordo com o Dr. Paulo Cossi, prematuros terão maior possibilidade de desenvolver doenças crônicas ao longo da vida, como diabetes, maior probabilidade de doenças cardiovasculares, como o infarto, problemas comportamentais como esquizofrenia, entre outros. A prematuridade é uma das principais causas de morte na infância abaixo de 5 anos de idade. Nascem cerca de 15 milhões de prematuros por ano no mundo todo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo que 1 milhão morre nas primeiras horas ou logo nos primeiros dias.
Ele informou que no Brasil, aproximadamente 300 mil partos/ano, acontecem antes de 37 semanas – o que caracteriza a prematuridade. Equivale a 9,2% dos nascimentos. É uma taxa semelhante à da Alemanha e inferior à dos EUA que é de 12%. Nos países pobres a taxa é de 12% e tem como causas a malária, desnutrição, AIDS e gravidez na adolescência.
Já nos países desenvolvidos a prematuridade é causada pela idade materna avançada, maior uso de técnicas de reprodução assistida – gerando um maior número de gestações múltiplas – gestações gemelares, e pelo maior número de cesarianas realizadas com hora marcada (em parte que podem estar associadas a erros de cálculos da idade gestacional).
“Um grave problema que enfrentamos é que nem de longe temos um número razoável de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) neonatais”, observou. Além disso, o especialista ponderou que o número de partos prematuros está aumentando no mundo todo, enquanto a taxa de nascimento está diminuindo.

O que é a prematuridade?
É quando o bebê nasce antes da 37ª semana de gestação. Pode ser ainda dividida em prematuridade tardia quando o parto ocorre entre 34 semanas e 36 semanas e 6 dias. É considerado prematuridade moderada quando ocorre entre 32 semanas e 33 semanas e 6 dias. Muito prematuro: 28 semanas até 32 semanas e 6 dias e prematuro extremo: de 22 semanas a 28 semanas.

Sinais e sintomas
Conforme relatou o médico, mudança no aspecto da secreção vaginal, que pode se tornar mais aguado ou o muco em maior quantidade e as vezes com saída de secreção com sangue; dor no baixo ventre como que se o bebê estivesse empurrando e forçando a vagina; dor nas costas de forma constante, mas que se acentua em intervalos. Também podem ser considerados sintomas cólicas abdominais, sem diarreia ou eliminação de gases; contrações regulares e frequentes, com aperto e “que incomodam”, sentidas como endurecimentos que perduram por cerca de um minuto. Estas contrações podem não causar dor, além de perda de líquido em grande quantidade.

Situações que podem aumentar a possibilidade de prematuridade
Muitas vezes, não se sabe previamente dos riscos de se ter um trabalho de parto prematuro e mesmo um bebê prematuro. Mas, algumas coisas já são conhecidas como de maior risco para o parto pré-termo, como: ter tido um bebê prematuro em gestações anteriores, infecções genitais na primeira metade da gestação, como “vaginose bacteriana” e as DSTs, estar grávida de gêmeos (dois, três ou mais) e problemas com o útero ou com o colo do útero.
A gestante apresentar alguma anomalia no útero, (como útero bicorno, útero septado, etc), que são condições que sabidamente podem levar a partos pré-termos. Cirurgias no colo do útero, como: conização, cauterizações, etc, podem ser condições que aumentem o risco de prematuridade.
De acordo com Dr. Paulo Cossi, outros fatores que também podem contribuir para uma maior probabilidade de prematuridade são o peso corporal (estar abaixo ou acima do peso ideal é sem dúvida um fator de risco), o histórico familiar de partos prematuros na família (avó, mãe, irmã). Se você nasceu prematuramente, você tem maior probabilidade também de ter um parto pré-termo do que a população em geral.
Engravidar muito cedo, antes de 18 meses de intervalo entre os partos, pode aumentar o risco de prematuro. A pressão alta antes ou durante a gestação (chamada pré-eclampsia) são fatores que colocam em risco a vida dos fetos, sendo que as vezes, os médicos obstetras são obrigados a interromper a gestação antes da hora, devido ao risco para a saúde ou mesmo de óbito destes bebês. Estes fetos mesmo sendo de tempo, geralmente tem um ganho de peso menor do que os bebês de mães saudáveis.
Infecções maternas como infecções urinárias durante a gestação e infecções do útero e vagina, mas especialmente as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), aumentam o risco, quando estão presentes

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