Notícias que se repetem

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O editorial da Gazeta de Vargem Grande da edição que circulou no dia 28 de outubro trazia a discussão sobre a violência contra a mulher. Naquela semana, um homem ameaçou sua companheira com uma faca e a atacou, dando uma cadeirada em sua cabeça. Dias antes, um outro homem ameaçou atear fogo na própria casa e tentou agredir sua esposa com um pedaço de madeira.
Exatamente um mês depois, a Gazeta de Vargem Grande volta a noticiar nesta edição vários casos de violência contra a mulher na cidade e região. No início da semana, duas jovens relataram ameaça de violência sexual e uma moradora do Jardim Primavera teve que acionar a Polícia Militar para deter seu ex-marido, contra o qual possui medida protetiva, que estava em sua casa, a ameaçando de morte.
Em Itobi, um homem de 61 anos, armado de faca sequestrou uma mulher de 38 anos, jogando-a dentro de seu veículo e fugiu, sendo detido em Vargem pelas equipes da Polícia Militar. Após negociações, a vítima foi solta e depois de ameaçar tirar a própria vida, o homem acabou se entregando.
Ocorrências como essas mostram o quanto a mulher ainda é diariamente submetida a violência física e psicológica dentro de seus lares não só em Vargem, mas em todo país. Em uma sociedade na qual uma mulher é estuprada a cada oito minutos, como as mulheres se sentirão seguras?
Além disso, dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, levantamento baseado em informações fornecidas pelas secretarias de segurança pública estaduais, pelo Tesouro Nacional, pelas polícias civis, militares e federal, entre outras fontes oficiais da Segurança Pública aponta que os homicídios dolosos de mulheres e os feminicídios tiveram crescimento no primeiro semestre de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado. Entre os homicídios dolosos, quando há a intenção de matar, o número de vítimas do sexo feminino aumentou de 1.834 para 1.861, um acréscimo de 1,5%. Já as vítimas de feminicídio foram de 636 para 648, aumento de 1,9%.
A violência contra a mulher é uma realidade vergonhosa que precisa ser combatida diariamente. Ela existe em todas as cidades, em todas as classe sociais. É preciso punir os autores, dar condições para que as mulheres se sintam seguras para fazer as denúncias e criar projetos para que as mulheres sejam amparadas e consigam romper o ciclo de violência em que muitas estão inseridas.
Muito já se avançou. Muitas mulheres lutaram por isso. Mas como a Gazeta apontou no dia 28 de outubro, o caminho ainda é longo.

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