Ministério da Saúde confirma compra de vacinas para Covid

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Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou compra de vacinas do Instituto Butantan

Na semana que o país chega a 200 mil mortos pela Covid-19, Ministério da Saúde e Governo do Estado informam sobre plano de vacinação
O governador João Doria apresentou na quarta-feira, dia 6, durante o 1º Seminário Virtual de Gestão Pública, o Plano Estadual de Imunização contra o coronavírus aos 645 prefeitos eleitos para os mandatos iniciados em 2021. O prefeito de Vargem, Amarildo Duzi Moraes (PSDB), também participou do encontro. De acordo com o governo, a estratégia das autoridades estaduais é iniciar a imunização contra a Covid-19 em todas as regiões do estado no dia 25 de janeiro. No dia 7, o ministro as Saúde, Eduardo Pazuello, informou que o Governo Federal assinou contrato com o Instituto Butantan sobre a incorporação de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Na reunião com os prefeitos, o secretário de Estado da Saúde, Jean Gorinchteyn, listou aos prefeitos os detalhes do plano. A primeira etapa de vacinação vai priorizar profissionais da saúde, pessoas com 60 anos ou mais e grupos indígenas e quilombolas. A expectativa do Estado é que 9 milhões de pessoas sejam imunizadas na primeira etapa, com a aplicação de 18 milhões de doses, até o dia 28 de março.
A campanha coordenada pela Secretaria Estadual da Saúde em parceria com os 645 municípios paulistas visa dobrar o total de postos de vacinação dos atuais 5,2 mil para até 10 mil. A estimativa é de que a vacinação envolva cerca de 79 mil profissionais, com 54 mil trabalhadores do setor da saúde e 25 mil agentes da segurança pública para garantir a segurança da população e evitar aglomerações nos locais de imunização.

Ministério da Saúde
Ao final do dia 7, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmou a assinatura de contrato com o Instituto Butantan que permite a incorporação de mais 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). O Instituto mantém parceria com a empresa chinesa Sinovac para a fabricação da CoronaVac. Os esclarecimentos foram dados em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, um dia após a publicação da Medida Provisória (MP) que facilita e agiliza a compra de vacinas, insumos, bens e serviços de logística para a campanha de imunização.
“Hoje nós assinamos com o Butantan o contrato para a entrega das primeiras 46 milhões de doses até abril e de mais 54 milhões no decorrer do ano”, disse Pazuello. No dia 7, o Instituto Butantan anunciou que a eficácia da vacina é de 78%. “Essa aquisição só foi possível dessa forma por causa da MP assinada pelo presidente Jair Bolsonaro”, disse o ministro.
Na sequência, Pazuello falou ainda sobre a distribuição dos imunizantes. “Todas as vacinas que estão no Butantan serão, a partir desse momento, incorporadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Elas serão distribuídas de forma equitativa e proporcional, assim como as vacinas da AstraZeneca”, explicou o ministro, ressaltando o contrato já firmado pelo Governo Federal para a aquisição de doses e transferência de tecnologia da farmacêutica que produz a vacina de Oxford.
O ministro também destacou o adiantamento de 2 milhões de doses da vacina da Astrazeneca, que serão importadas da Índia pela Fiocruz. Ao todo, o Brasil já tem garantidas 254 milhões de doses do imunizante da farmacêutica, que será produzida no país pela Fiocruz.
Pazuello também destacou que a MP vai ampliar o processo de aquisição de vacinas e insumos ao longo de 2021 e ressaltou que a vacinação terá início após o registro definitivo ou para uso emergencial por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
“A nossa agência reguladora é que vai atestar a eficácia e a segurança para os brasileiros. Não tenho dúvidas de que a Anvisa está empenhada para ser célere e efetiva”, disse.
A coletiva de imprensa também contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco; do secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros; e do secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto, que detalharam as ações do Ministério da Saúde para a aquisição de vacinas e insumos.

Vacinação
O Ministério da Saúde trabalha com três possibilidades de data para o início da vacinação no Brasil, ressaltadas pelo ministro Eduardo Pazuello: até 20 de janeiro: melhor hipótese, com o uso das vacinas do Instituto Butantan e as doses da vacina da Astrazeneca importadas da Índia; 20 janeiro a 10 de fevereiro: hipótese intermediária, já com vacinas produzidas no Brasil pelo Butantan e pela Fiocruz e 10 de fevereiro até início de março: hipóteses de vacinação mais tardia.
Sobre as vacinas, o Ministério da Saúde informou que atualmente o Brasil possui 354 milhões de doses asseguradas para 2021, sendo 2 milhões da AstraZeneca importadas pela Fiocruz; 100,4 milhões da Fiocruz/AstraZeneca até julho (produção nacional com IFA importada), 110 milhões da Fiocruz/AstraZeneca (produção integral nacional de agosto a dezembro) e 100 milhões de doses do Butantan/Sinovac.
Além disso, o Brasil faz parte do consórcio Covax Facility, iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) com 10 laboratórios para acelerar o desenvolvimento, fabricação e acesso igualitário de vacinas conta a Covid-19 – a aliança prevê 42,5 milhões de doses para a população brasileira.
O Ministério da Saúde também está em processo de negociação com os laboratórios Janssen, Pfizer e Moderna, dos Estados Unidos; Barat Biotech, da Índia; e União Química, produtor da vacina russa Sputinik V.

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