Nova cepa da covid-19 em Araraquara preocupa

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"Eu peço, quase suplico, nos auxilie, se protejam. Sem isolamento social vamos perder muitas pessoas, por isso repito, não há flexibilização de decreto. A não ser que seja para regras mais rígidas. A situação é extremamente crítica", disse na rede social a secretária municipal de Saúde, Eliane Honain de Araraquara. Foto: Reprodução: Reprodução / Redes Sociais

Distante apenas 168 km ou a duas horas e onze minutos para nela se chegar, a cidade de Araraquara não está tão longe de Vargem Grande do Sul e deve ser olhada com muita preocupação não só por quem está envolvido com a questão da saúde pública, mas também por todos os vargengrandenses, devido ao novo surto da pandemia do coronavírus que acontece naquela cidade.

Segundo o noticiário, “com recorde de casos de Covid-19 em um único dia desde o início da pandemia, a rede de saúde de Araraquara, no interior de São Paulo, dá sinais de colapso — pacientes em situação grave tiveram que aguardar por leitos para internação e um deles foi transferido para outro município”.

No boletim divulgado na segunda-feira, a cidade estava com uma taxa de ocupação de 100% de leitos de enfermaria (novos leitos de enfermaria foram abertos em caráter de urgência) e 100% de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Foram 229 novos diagnósticos confirmados da doença em 24 horas.

Vírus de Manaus foi detectado na cidade

Conforme noticiado, na segunda-feira, o secretário da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, confirmou 12 casos da cepa brasileira do novo coronavírus em Araraquara. A variante foi detectada primeiro em Manaus, mas já é registrada em outras partes do país.

Para tentar frear uma nova onda da doença, a prefeitura impôs medidas mais restritivas de isolamento. Foi decretado o lockdown e a medida vale por 15 dias.

“Essa é uma situação muito drástica, não podemos em nenhum momento falar em flexibilização de decreto, de abertura de quaisquer serviços, nós temos que manter ainda mais o endurecimento em relação a nossa realidade”, disse a secretária da Saúde de Araraquara.

Em todo o estado de São Paulo, já foram registrados 25 casos da variante brasileira em quatro cidades, sendo 12 em Araraquara, 9 em São Paulo, 3 em Jaú e 1 em Águas de Lindóia. Desse total, 16 casos são considerados autóctones, ou seja, em que os infectados contraíram a doença sem ter viajado ou tido contato com quem viajou para a região Norte do país.

Vargem deve se preparar

Em entrevista realizada recentemente no jornal Gazeta do Rio Pardo, o médico infectologista Marcelo Galotti comentando sobre as novas variantes da covid-19, como o mutante de Manaus, disse que embora ele não seja considerado maligno a ponto de piorar a patogenicidade e a agressividade do vírus, falou que é mais transmissível, por isso a situação em Manaus ficou desproporcional, sobrecarregando o sistema e matando muito mais pessoas.

O mesmo vem acontecendo com a cidade de Araraquara e com o sistema em colapso, as pessoas vão ter mais dificuldade de tratamento. Em Manaus, com a sobrecarga nos hospitais faltou oxigênio e pessoas morreram asfixiadas sem o tratamento.

Embora tenha sido iniciada a vacinação em Vargem, como também em todo o Brasil, o processo é lento, elas são insuficientes e deve demorar até atingir toda a população.

Máscara e distanciamento

Mesmo com a população cansada, tudo indica que ainda vai levar alguns meses para a situação se normalizar. Mas, se os vargengrandenses não usarem máscara, não praticarem o tão necessário distanciamento, a situação pode piorar e chegar no nível de Araraquara, com o hospital local e a saúde pública de Vargem Grande do Sul sobrecarregada, sem poder dar o devido tratamento aos infectados.

Essa é a realidade, não adianta querer fazer de conta que a pandemia acabou, que “é só uma gripezinha”, pois essa nova variante da covid-19 está atacando mais rápida e letal também os jovens, com lesões mais graves nos pulmões.

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