
A Polícia Militar apreendeu na quinta-feira, dia 12, armas, artefatos explosivos, equipamentos balísticos e centenas de munições durante uma operação que investiga uma organização criminosa envolvida na fabricação e comercialização ilegal de armas de fogo feitas com impressoras 3D. Três suspeitos, incluindo o idealizador do projeto, foram presos durante a operação Arma Fantasma.
A ação foi realizada nas cidades de Piracicaba, Rio das Pedras, Saltinho e Tambaú, pelo Comando de Policiamento do Interior 9, do qual Vargem Grande do Sul faz parte, por meio do 10º Batalhão de Ações Especiais (Baep), em ação conjunta com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Piracicaba, do Ministério Público, e a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.
Durante o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, dois homens e uma mulher foram presos em Rio das Pedras, onde a ação criminosa era chefiada, e em Ribeirão Preto. Na operação, foram apreendidas oito armas, entre pistolas, revólveres e fuzis, diversos protótipos de armamentos de fabricação própria, e centenas de munições de diversos calibres, o que evidencia o elevado potencial ofensivo da organização.
Também foram recolhidos artefatos como balestras, granadas, coletes e capacetes balísticos, além das impressoras 3D usadas para fabricar o armamento. A contagem de todo o material ainda está sendo feita.
De acordo com a PM, os suspeitos utilizavam imóveis como residências e locais de clube de tiro para a fabricação clandestina das armas. “A atuação integrada entre as instituições reforça a importância da cooperação entre as forças de segurança e demais órgãos no enfrentamento ao crime organizado, especialmente diante do uso de novas tecnologias para a prática de atividades ilícitas”, disse o coronel Cleotheos Sabino, comandante do CPI-9.
Todo o material apreendido vai ajudar na continuidade da investigação para identificar e prender demais integrantes da organização criminosa.
Manual de produção
Reportagem do G1 trouxe que o líder do grupo, o engenheiro Lucas Alexandre Flaneto de Queiroz, conhecido como Zé Carioca, chegou a criar um manual de mais de 100 páginas para que qualquer pessoa com conhecimento em impressão 3D pudesse produzir armas não rastreáveis em poucas semanas, com materiais de fácil acesso e baixo custo, segundo a investigação.
O coronel Cleotheos Sabino de Souza Filho afirmou que as armas fabricadas eram vendidas pela internet. Ele explicou que os dispositivos fabricados em impressoras 3D possuem uma limitação no número de disparos, mas isso não reduz a sua letalidade. “A quadrilha vendia armas até pela internet. Eles desenvolveram um projeto de armas, faziam as impressões em 3D, em polímeros plásticos. Sabemos que esse indivíduo chegou a oferecer o armamento a outros países. Esse tipo de arma tem uma limitação de disparo por ser feita com plástico. Mas, é funcional, pode matar pessoas”, esclareceu o coronel da PM.
Foto: Divulgação/Governo de SP











