Domingo de Ramos

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Domingo de Ramos. Foto: Reprodução Internet

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da Paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da Palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.
Neste dia entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa, festiva liturgia da Igreja mãe da cidade santa, que se converte na imitação do que Jesus fez em Jerusalém e a austera memória da Paixão que marcava a liturgia de Roma, com uma evocação que não pode deixar de ser atualizada.
A cidade estava em festa. Mais uma vez Jerusalém recebia enorme multidão em visita ao seu Templo. Eis que apareceu Jesus de Nazaré montado num jumento. O povo não se conteve e pôs-se a louvar a Deus em altas vozes. Estendiam seus mantos pelo caminho. Cortavam os ramos de palmeira e saiam ao seu encontro, gritando: “Louvor a Deus! Deus abençoe o que louve o nome do Senhor!” ( Lucas 19, 37)
Mas os habitantes de Jerusalém repetiam: ”Quem é este?” A resposta era dada pelos que participavam de comitivas tão espontâneas quanto sinceras: “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia!” ( Mt 21,11 ) Os seguidores de Jesus queriam aclamá-lo como rei na sua entrada em Jerusalém nas vésperas da Páscoa. Em altas vozes, a multidão continuava dizendo: ”Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o Reino que vai começar, o reino de Davi, nosso Pai! Hosana no mais alto dos céus!” (Mc 11,9)
Naquele momento, não só os homens, mas toda a natureza exultava de alegria na chegada de Jesus, em Jerusalém. Os fariseus também acompanhavam, enciumados e, queriam que Jesus mandasse que os discípulos não O louvassem mais.
Porém, a força da vida e da presença de Jesus era tão grande que ninguém podia mais se calar, nem a natureza, pois se isso acontecesse, “até as pedras clamariam!” ( Lc 19,40 )
Chegou o momento em que tudo deve estar preparado, desde o caminho até Jerusalém, como o local da ceia. Chegou o momento em que nossos corações devem estar preparados, desde o arrependimento dos nossos pecados até o lugar profundo no mais íntimo de nós mesmos em que adoramos o Senhor. A entrada em Jerusalém é a entrada jubilosa, que precede a redenção. O Domingo de Ramos iniciando a Semana Santa, tempo em que Jesus vive intensamente o sofrimento que culmina com sua Paixão, Morte e Ressurreição. No Domingo de Ramos, Jesus entra também na Jerusalém que é a nossa vida. Sofre por nós, sofre conosco e liberta-nos para uma vida nova: Páscoa!
O rei quer caminhar com você! A experiência do passado ensina, contudo, que não adianta lhe dar apenas um Domingo de Ramos…

Para refletir: “O cristão não pode ter medo da realidade, mas precisa ser instrumento de transformação.”

Denise Ap. Canal Merlin

Domingo de Ramos. Foto: Reprodução Internet

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