Quem passa próximo ao conhecido “Trevo da Grama”, quando avista o Monumento aos 300 anos de aparição de Nossa Senhora Aparecida no início da Estrada do Barro Preto, próximo à rodovia SP344, altura do km 244, certamente vai reparar nas benfeitorias realizadas junto à faixa de domínio da Rodovia e que contribuem para embelezar o monumento e a entrada da cidade.
A obra consta da colocação de grama em uma grande extensão de área, da canalização de água pluviais e outras intervenções que embelezam este ponto turístico da cidade que dá início à Via Crucis no conhecido Caminho da Fé, que atrai cada vez mais romeiros que passam pelo local, rumo ao Santuário de Aparecida. Entre 2018 e 2022, apesar da pandemia, mais de 10.000 pessoas passaram pela Via Crucis, segundo dados do Departamento de Cultura.
Engana-se quem acredita que a obra foi feita pela prefeitura municipal ou pelo Departamento de Estrada de Rodagem (DER) do governo estadual, uma vez que a área pertence a este departamento.
Quem teve a iniciativa de investir na jardinagem do local e contribuir para o desenvolvimento do município, sem custo para os cofres municipais, foram os empresários Libânio Coracini Filho e Marcelo Moukarzel Maaz, sócios da Metal Laje Indústria e Comércio Ltda, uma das principais indústrias de Vargem Grande do Sul, que está construindo suas novas instalações junto à rodovia SP344, km 244, ao lado do Monumento de Nossa Senhora Aparecida.
Quando a reportagem do jornal Gazeta de Vargem Grande estava fazendo fotos no local para a matéria sobre as melhorias da via de acesso Ernani Parada Otero, pode conversar com o industrial Libânio Coracini Filho, mais conhecido como Libaninho e indagou o que o levava juntamente com seu sócio, a gastar um bom dinheiro na área que não lhes pertenciam.
Libaninho disse que muitas pessoas os parabenizaram pela atitude, mas muitas questionaram o feito, dizendo inclusive que eles eram “bobos” por investirem em algo que competia à prefeitura ou outro órgão governamental fazer.
Para o empresário que nasceu em Vargem Grande do Sul e aqui tem seus negócios e família, bem como exerce sua profissão e tem seus ganhos, sua visão e de seu sócio, é que é justo retornar ao município, um pouco do que a cidade lhes proporcionou nestes anos todos.
Em Vargem Grande do Sul, felizmente, muitos cidadãos contribuem, são solidários e procuram devolver ao município, um pouco do que conquistaram. Mas, o número poderia ser muito maior, com muito mais pessoas dando este exemplo de cidadania e amor à cidade que lhes proveu não só crescimento material, como também um lugar digno de se viver e constituir família e amigos.
Essa mentalidade de contribuir, doar, sem visar retorno, é um bom exemplo a ser seguido por outras pessoas que se dispõem quer através de verbas ou do próprio tempo de trabalho, a ajudar a cidade, bem como suas instituições.













Louvável a atitude dos empresários Libaninho e Marcelo Maaz, que investem na cidade. Um belo gesto de cidadania a ser seguido.
A propósito, lembro-me de quando visitei a Máquinas Agrícolas Jacto, em Pompeia, no ano de 1990, e conheci o fundador, Sr. Nishimura, natural do Japão, que investia recursos em escola agrícola para devolver ao Brasil, um pouco do que tinha conseguido.