Mayer: há 47 anos competindo em corridas

Mayer conta com um acervo de medalhas e troféus. Foto: Arquivo Pessoal

O vargengrandense José Carlos Pereira de Alcântara, conhecido como Mayer, tem 67 anos e marca presença em corridas da cidade e de toda a região há 47 anos. Ele tem dois filhos, Alysson e Matheus, que moram em Curitiba (PR), e hoje, é aposentado, mas trabalhou como leiturista no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAE) por 41 anos.
A paixão pelas corridas teve início quando Mayer ainda era um garoto. “Eu jogava futebol na Associação Atlética Vargeana e, aos 20 anos, fui convidado por Américo Toquini para participar de uma corrida, que aconteceu em 26 de setembro de 1975, onde fiquei em 4º lugar”, disse.
Junto com o novo hobbie, os percalços, infelizmente, também vieram. “Além de futebol, comecei a praticar corridas. Naquele tempo era muito difícil, não tinha tênis próprio para corrida, então fiquei muitos anos sem correr, cuidando da família, corria algumas vezes”, explicou.
Assim que teve oportunidade, no entanto, Mayer voltou a praticar. “Agora que estou só, voltei a praticar e é a coisa que eu mais gosto de fazer, não bebo e nem fumo, só pratico esporte”, comentou.
Como era leiturista do SAE, Mayer trabalhava o dia inteiro, andando cerca de 20 km por dia e, à tarde, corria mais 20 km por puro prazer. “Já machuquei muito, mas estou igual moleque”, contou.
Em fevereiro de 2016, Mayer foi convidado a participar da equipe Kvras Running, onde está até hoje. Para ele, a maior dificuldade é trabalhar e depois treinar sem apoio e sem patrocinador. “Já fiz muitas corridas nos estados de São Paulo e Minas Gerais e, hoje, tenho 62 troféus e 88 medalhas”, disse.
Mayer contou qual a prova mais difícil que disputou em sua vida e também a mais rápida. “Foi a 5ª Volta ao Cristo, em Poços de Caldas, onde foi 16 km, sendo 4 km só de morro, em 25 de janeiro de 1987. Outra prova bem difícil foi a 35ª Volta ao Cristo, em 29 de janeiro de 2017. A prova mais rápida foi em 25 de abril de 1987, em Mogi Mirim, onde corri 3 km em 9 minutos”, contou.
Na última quarta-feira, disputou a Corrida da Independência, sendo o primeiro colocado de sua categoria, somando mais uma medalha para a coleção. À Gazeta de Vargem Grande, o corredor afirmou que só irá parar de correr depois de morto. “Para começar a correr tem que ter muita personalidade, tem que gostar e amar o que faz”, finalizou.

Mayer conta com um acervo de medalhas e troféus. Foto: Arquivo Pessoal

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