O Natal de Antigamente: Feito em casa e cheio de tradição

No passado, a Casa Candinho recebia confraternizações e festas

O Natal daquela época tinha um significado diferente. Para a maioria das famílias, não existiam roupas prontas como as de hoje. A roupa nova para a noite de Natal saía da máquina de costura, feita com tecidos comprados nos próprios armarinhos e também nos empórios e vendas que vendiam de tudo, como o Armazém de Secos e Molhados Constantino Abrahão: Loja de fazendas (tecidos), armarinho, roupas feitas, calçados, cal, cimento, armas, tintas, etc, localizado na Rua do Comércio, 40. Mães, avós e costureiras se dedicavam por semanas para confeccionar vestidos, camisas, calças, blusas e saias que seriam usados nas festas. Cada peça tinha história — era medida, cortada e costurada com cuidado.

As celebrações eram simples e cheias de afeto. Consumiam-se bolos caseiros, frutas da época, doces preparados em família e, quando o orçamento permitia, um assado na Padaria Candinho, na época Padaria e Confeitaria Brasileira.

Os presentes também refletiam essa simplicidade: lenços bordados, bonecas de pano, artigos escolares, pequenos objetos artesanais e lembrancinhas compradas nos próprios armarinhos.

As casas eram decoradas com enfeites reaproveitados e muitos itens feitos à mão com retalhos, lã, papel colorido e tecidos, tudo adquirido nessas lojinhas que abasteciam a criatividade popular.

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