Durante grande parte do século XX, antes da chegada das grandes lojas e das compras pela Internet, a Rua do Comércio pulsava ao ritmo das pequenas lojas, principalmente as de armarinhos. Eram estabelecimentos familiares, de portas sempre abertas, onde se encontrava de tudo um pouco: linhas, botões, rendas, fitas, agulhas, lãs, utilidades domésticas, enfeites delicados e uma ampla variedade de tecidos, as antigas fazendas, indispensáveis para quem costurava. Em dezembro, esses armarinhos se transformavam também em destino certo para presentes de Natal, desde peças artesanais até pequenos objetos cuidadosamente escolhidos, como os que eram vendidos na antiga Loja da dona Palmira.













