A condenação na ação penal que transitou em julgado do ex-prefeito Celso Itaroti (PSD), por desvio de verbas públicas, e que governou Vargem Grande do Sul de 2013 a 2016, põe fim a uma liderança política que durante décadas foi símbolo de persistência e vontade de chegar ao poder. Eleito vereador por quatro mandatos e presidente da Câmara Municipal por mais de uma legislatura, Itaroti foi também candidato a prefeito por diversas vezes e teve a chance de governar a cidade ao ganhar a disputa contra o ex-prefeito Celso Ribeiro em 2012. Itaroti fazia parte do grupo de jovens políticos que começaram a atuar nas décadas de 80 e 90 na cidade, logo depois do fim da ditadura militar, sendo eleito vereador pela primeira vez em 1988 e assumindo para o mandato 1989/1992, depois 1993/1996 e 2005/2008. Foi eleito prefeito em 2012, cumprindo mandato até 2016, quando se candidatou à reeleição e perdeu para Amarildo Duzi Moraes. Em 2020 se candidatou novamente a vereador e foi eleito, cujo mandato termina neste ano de 2024. Neste ínterim, foi eleito presidente da Câmara Municipal pela primeira vez para o biênio 1993/94, voltando a presidir o Legislativo vargengrandense em 2005/2006 e novamente em 2021, demonstrando a sua força política e o quanto esteve presente na vida pública do município, influenciando os destinos da cidade e de seus cidadãos. Infelizmente, toda essa chance que a população vargengrandense lhe deu através do voto, tem um final melancólico com sua condenação, perda dos direitos políticos e cumprimento de pena em regime semiaberto. Não é o primeiro prefeito nas últimas décadas a passar por tal situação. José Carlos Rossi (1989/1982) também já foi condenado por improbidade administrativa, cumpriu sua pena e hoje é candidato a prefeito de Vargem Grande do Sul. Também a ex-prefeita Denira Rossi (1997/1999) teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal, foi condenada pela Justiça e saiu da vida política da cidade. Muitos insistem em dizer que foi tudo perseguição política dos opositores, principalmente os ex-prefeitos condenados e seus seguidores, mas o que se vê é a Justiça condenando os que são eleitos para melhorar a vida dos cidadãos, mas procuram o caminho errado, praticando desvio de dinheiro público e acabando por ter que prestar contas dos seus atos. Que sirva de lição para todos os políticos e homens públicos que optam por dedicar parte de suas vidas a trabalhar com o dinheiro dos contribuintes, achando que uma vez eleitos, podem fazer o que quiserem e que nada vai lhes acontecer. O exemplo em Vargem Grande do Sul é bem ilustrativo neste sentido.
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