A pedra fundamental do Hospital de Caridade de Vargem Grande do Sul foi inaugurada em 13 de maio de 1925. Mas a história da entidade que festeja um século de serviços prestados à cidade nesta terça-feira, começou antes disso, com a reunião de um grupo de vargengrandenses que decidiu construir no município que havia acabado de conseguir sua emancipação política, uma entidade filantrópica de atendimento na saúde.
Durante esse século de história, a manutenção do atendimento gratuito à população sempre foi o maior desafio do Hospital de Caridade. Inclusive, entre as décadas de 1940 e 1950, a instituição precisou fechar suas portas por 18 anos, por falta de recursos financeiros.
Por dezenas de mesas diretoras, algumas intervenções, pela passagem de provedores, diretores, conselheiros, corpo clínico, milhares de funcionários, colaboradores e voluntários passaram pelo Hospital de Caridade, todos entregando muita energia e sempre enfrentando um inimigo comum: a escassez de verbas.
Se o brasileiro precisa muito se orgulhar do Sistema Único de Saúde (SUS) que garante atendimento universal e gratuito à população, também se faz necessário criticar todos os governos que passaram pelo Palácio do Planalto desde a criação desse sistema, justamente pela defasagem nos valores repassados às Santas Casas e Hospitais Filantrópicos para cobrir exatamente os custos dispensados nessa universalização.
Manter o Hospital de Caridade com suas portas abertas, renovando seus equipamentos, ampliando os serviços prestados à comunidade e garantindo que todos tenham acesso ao tratamento oferecido tem sido uma tarefa hercúlea e que parece não ter previsão de terminar. Por isso, é fundamental que o povo vargengrandense siga unido em torno do Hospital de Caridade. Que siga ajudando quando preciso, colaborando como puder e cobrando melhorias, para que essa história siga por muitos anos mais.












