Gerente do agro do Sicoob fala sobre Plano Safra 25/26

Francine de Oliveira é gerente da carteira agrícola da agência Sicoob Crediçucar. Foto: Reportagem

Na página do Sicoob Crediçucar, consta que o Sicoob, instituição financeira cooperativa, estima conceder cerca de R$ 60 bilhões em crédito rural na safra 2025/2026. A projeção representa um crescimento de 8% em relação ao ciclo anterior, quando foram liberados R$ 55,4 bilhões para o setor. Com esse volume, o Sicoob alcançou um market share estimado de 7,0% no crédito rural e CPRF nacional. O avanço acompanha o ritmo de expansão da instituição no campo.
Do total estimado para o ciclo 25/26, a expectativa é que R$ 24,6 bilhões sejam destinados ao custeio e industrialização da produção, R$ 9 bilhões a investimentos em modernização e infraestrutura, e R$ 4,2 bilhões à comercialização, e o restante dos recursos serão liberados via CPRF. Na divisão por porte, cerca de 30% dos recursos devem contemplar pequenos e médios produtores, com destaque para R$ 7,2 bilhões em operações do Pronaf e R$ 10,8 bilhões via Pronamp.
Quanto à distribuição por atividade produtiva, estima-se que 39% do crédito seja aplicado na agricultura, com foco em soja e café; 25% na pecuária, especialmente na bovinocultura; e 36% em operações de CPRF para diversos produtos.
Em entrevista ao jornal Gazeta de Vargem Grande, a gerente da carteira agrícola da agência Sicoob Crediçucar de Vargem Grande do Sul, Francine de Oliveira comentou que a agência está sendo muito procurada pelos seus clientes visando créditos do Plano Safra 25/26 para incrementar suas lavouras.
Explicou que o repasse do governo federal ainda não chegou na agência, o que deve acontecer até o final do mês, mas já está estudando as solicitações dos cooperados e fazendo os processos de financiamento. “O leque de atendimento é amplo, embora o forte seja a batata, atendemos um gama de produtores que também investem em outras culturas”, explicou.
Francine falou do programa Moderfrota, que visa a modernização da frota de tratores agrícolas e implementos associados, pivôs e colheitadeiras, que tem sido muito procurado pelos seus clientes devido às taxas subsidiadas. “Tão logo os recursos são liberados, os clientes de imediato nos contatam e buscam esta linha de crédito”, afirmou.
“O agro na nossa agência está bem aquecido atualmente. Estamos com um leque de produtores fortes, que aos poucos estão migrando para nossas carteiras”, disse a gerente. Além da central em Palmeiras que dá todo suporte, em Vargem o trabalho de relacionamento com os produtores é feito por Francine, que há um ano está atuando neste setor.

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