Chuvas intensas provocam alagamentos e gera revolta em Vargem Grande do Sul

Ruas da cidade alagaram e invadiram imóveis e veículos

A forte chuva registrada no último sábado, dia 17, causou diversos transtornos e gerou revolta entre moradores de Vargem Grande do Sul. Conforme dados da estação do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro) do município, das 7h do sábado, até as 7h do domingo, dia 18, a cidade registrou uma chuva acumulada de 78,5 milímetros. Um índice bastante expressivo.
O volume de água que atingiu a cidade em poucas horas levou ao alagamento de vários pontos da cidade, situação que rapidamente repercutiu nas redes sociais, com inúmeros comentários e desabafos de moradores de diferentes bairros.
Entre as manifestações, alguns internautas apontaram o descarte irregular de lixo como um dos principais fatores para a dificuldade do escoamento de águas pluviais. “Creio que o maior problema de drenagem seja por conta do lixo. Não são todos, mas em Vargem o povo joga lixo de qualquer jeito. Qualquer chuva forte que dá, o lixo vai parar nos bueiros”, comentou.
Enquanto parte da população agradecia pela chuva, outros entraram em desespero diante dos prejuízos. Uma moradora da região central questionou: “Meu carro é esse aí na enchente. Agora, quem paga o prejuízo?”, lamentou.
As críticas também se voltaram à prefeitura. Moradores observaram que a administração pública promove o asfaltamento das vias sem a devida preocupação com a implementação de alternativas para melhorar a drenagem das vias. Outros lembraram que o problema é antigo. “Morei por muito tempo nessa baixada, e o problema tem mais de trinta anos”, relatou um morador se referindo à região das margens do Rio Verde.
Na Rua Dona Maria Cândida, na Vila Santa Terezinha, a situação não foi diferente. A forte chuva voltou a causar alagamentos, gerando revolta dos moradores da região. “Quando foi feito o último trabalho de escoamento de água? Entra prefeito e sai prefeito, e a situação é sempre a mesma. Cada um se preocupa com o próprio umbigo e esquece de olhar para a população. É desanimador”, escreveu uma moradora.
Além dos alagamentos, houve relatos de retorno de esgoto em diversas ruas da cidade. Na Vila Polar, moradores denunciaram a situação crítica. “Aqui também. Está um verdadeiro esgoto a céu aberto, na Rua Patrocínio Rodrigues, perto da nossa casa. Um fedor, sujeira parada na calçada e bueiros entupidos”, afirmou uma moradora.
Outros comentários cobraram soluções técnicas e planejamento. “Não seria óbvio um especialista resolver essa situação? Existem engenheiros qualificados para esse trabalho, mas encher o serviço público de pessoas sem capacidade parece ser regra em todas as prefeituras”, criticou um internauta.
Na Rua Floriano Peixoto, moradores relataram que a via ficou completamente tomada pela água, “de ponta a ponta”.

Prefeitura
Questionada pela Gazeta, a prefeitura informou que tem acompanhado por meio da Defesa Civil, Departamento de Serviços Urbanos e Rurais e Departamento de Obras os pontos que em períodos com grande volume de chuva têm dificuldade no escoamento de água com o objetivo de identificar medidas que possam contribuir para minimizar os transtornos nestes pontos, especialmente nestas épocas do ano. Relatou ainda que mantém atenção constante a essas áreas, analisando alternativas, melhorias possíveis e buscando recursos que permitam avançar em soluções gradativas e responsáveis.
O Executivo afirmou que mantém um plano contínuo de ações preventivas e corretivas, que inclui serviços regulares de limpeza e desassoreamento de córregos, manutenção da rede de drenagem pluvial, fiscalização de descartes irregulares e intervenções pontuais para melhoria do escoamento das águas. Além disso, equipes dos departamentos responsáveis atuam de forma integrada durante episódios de chuvas intensas, monitorando os pontos críticos e adotando providências emergenciais sempre que necessário.
A Prefeitura reforça que permanece à disposição da população, acompanhando as condições climáticas e atuando de forma integrada para reduzir impactos e garantir a segurança dos munícipes.

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