O Grupo de Apoio a Vida (Gavi), de Vargem Grande do Sul, completou 31 anos de atuação neste mês de março. A entidade filantrópica é dedicada ao acolhimento e apoio de pacientes em tratamento contra o câncer e seus familiares, com ações baseadas no voluntariado e em doações da comunidade.
Fundado em 10 de março de 1995, o grupo surgiu a partir da iniciativa de Sueli Gambaroto Mortais, após um momento pessoal de saúde, e de Alice Giovanelli João, que também enfrentava a doença. A partir da experiência vivida por ambas, teve início um trabalho voltado ao apoio emocional, espiritual e material de pessoas em situação semelhante.
No início, as fundadoras realizavam visitas às pacientes, oferecendo suporte, alimentos, medicamentos e acompanhamento por meio de orações. Com o passar dos anos, outras voluntárias passaram a integrar o grupo, ampliando o atendimento. Atualmente, o Gavi assiste cerca de 40 pacientes.

A instituição não possui vínculo com órgãos governamentais ou municipais e mantém suas atividades por meio de doações e ações como o bazar mensal, realizado na sede localizada na rua Major Corrêa, 122. Os recursos arrecadados são destinados à compra de medicamentos, alimentos e outras despesas necessárias para o atendimento dos assistidos.
Em entrevista ao jornal Gazeta de Vargem Grande, a voluntária Denise Canal destacou a importância do trabalho desenvolvido ao longo das décadas. “O Gavi nasceu de uma necessidade real e continua atuando com o mesmo propósito: oferecer apoio a quem enfrenta o câncer, não só ao paciente, mas também à família”, afirmou.
Entre os atendidos está a família de Benedito Donizete Tortelo, diagnosticado com câncer há dois anos. Sua esposa, Gonçalina Tomás Tortelo, relatou como conheceu o grupo e o apoio recebido desde então.
“Eu conheci o Gavi faz dois anos, quando meu esposo teve um tumor na cabeça e precisou parar de trabalhar. Procurei ajuda no CRAS, que me apresentou o grupo. Desde esse dia, nunca mais faltou nada. Tudo que eu precisei, eles ajudaram, com remédios, frutas, visitas. Agora que ele está acamado, há cerca de dois meses, eles continuam presentes, vão lá toda semana, conversam, dão apoio”, contou.
Ela também destacou que o suporte vai além do tratamento oncológico. “Meu esposo toma remédios para várias outras coisas, e o Gavi sempre ajuda em tudo. Eles se preocupam, ligam, querem saber como ele está. Eu só tenho a agradecer por tudo que fizeram por mim, pelo meu esposo e pela minha família”, disse.
De acordo com o grupo, há necessidade de novas voluntárias para dar continuidade às atividades e ampliar o atendimento. O Gavi recebe interessadas em sua sede, de terça a quinta-feira, a partir das 14h.












