Livro Virando Páginas, com Cristiane e Isabel Morandin, é lançado

Cristiane destacou a importância da pluralidade do livro e da emoção em partilhar com sua mãe
Cristiane destacou a importância da pluralidade do livro e da emoção em partilhar com sua mãe

A segunda edição do livro Virando Páginas foi lançada oficialmente nos dias 29 e 30 de abril, em Brasília, com uma cerimônia especial realizada no Salão Nobre da Câmara dos Deputados. O evento reuniu escritoras de diversas regiões do país e autoridades, entre elas a empresária Isabel Morandin e sua filha, a médica Cristiane Morandin, consolidando a obra como um importante instrumento de voz, representatividade e empoderamento feminino.
Esta obra é uma iniciativa do movimento Virada Feminina Internacional, idealizada por Marta Lívia Suplicy, presidente nacional e fundadora do movimento e reúne relatos reais de mulheres sobre superação, autonomia e empreendedorismo. No lançamento, Marta destacou que a obra vai além da literatura, sendo um movimento de transformação social. “Relato também minha história de superações, incentivando todas as mulheres do mundo a tomarem posse do seu destino. É possível, é de direito, é digno”, afirmou. Segundo ela, o objetivo central é dar voz às mulheres que, historicamente, não tiveram oportunidade de se expressar.
No evento, Cristiane se apresentou ao público e contou sua história de superação e a criação de um método de atendimento. “A doença, que um dia se deitou comigo como inimiga, se fez mestra. Sentei do outro lado da mesa e dessa travessia nasceu um método de atendimento que não se ocupa apenas do que o corpo acusa, mas também do que o corpo cala”, disse. “Sou médica, mãe e paciente. Paciente do que a vida prepara, paciente para cuidar melhor de quem chega até mim. Virar a página não é negar o que veio antes, é aceitá-lo como a moldura de um novo retrato, é continuar”, afirmou.
Já Isabel apontou o trabalho da mulher na base familiar. “Se quiser saber quem eu sou leiam nos olhos do meu marido, no riso dos meus filhos e nos passos dos meus netos. Sinônimo de amor é amar. Amar é dizer estou quando o dia pesa, é notar o que ninguém notou e cuidar, cuidar muito. E eu amei, amo e seguirei amando. É assim que se vira a página sem nunca fechar o livro. É assim que se vive. É assim que eu sou”, disse, destacando ainda a importância do professor, já que é formada em pedagogia. “O professor é a base, sem ele nenhuma profissão levanta voo”, observou. Em Brasília, Isabel e Cristiane estavam acompanhadas de José Luiz Morandin e Antônio Carlos de Carvalho.

Mãe e filha destacam a parceria e histórias trazidas pelo livro
Cristiane falou à Gazeta de Vargem Grande como foi o convite para participar do projeto. “Na segunda edição do Desert Women Summit Brasil (DWS Brasil), em Marrocos, tive a oportunidade de participar novamente como palestrante e foi nesse momento que conheci a Marta Lívia Suplicy, presidente da Virada Feminina e, após o evento, recebi o convite para um almoço onde fui chamada para integrar o livro Virando Páginas como coautora”, relatou.
A médica também falou sobre a emoção de compartilhar este momento com sua mãe. “Foi uma experiência profundamente especial. Estar ao lado da minha mãe nesse projeto carrega um significado que vai além do profissional. Ela sempre foi uma grande referência para mim. Uma mulher forte, presente, que fez escolhas importantes ao longo da vida, inclusive abrindo mão da sua atuação profissional para se dedicar à família. Ela representa tantas mulheres que exercem esse papel, muitas vezes de forma silenciosa e pouco reconhecida, mas absolutamente essencial. Ver a história dela registrada nesse livro, ganhando voz e espaço, é algo que me emociona e me orgulha profundamente”, contou.
Ela ainda falou sobre a mensagem que gostaria que as pessoas ficassem após a leitura da obra. “A minha história no livro se chama ‘Eu permaneço’, e essa frase traduz muito do que acredito. Não somente no sentido de superação individual, mas como uma forma de dar continuidade com propósito, e como médica poder ser um instrumento de esperança e mudança para muitas pessoas. Permanecer, para mim, é transformar vivências em algo que possa alcançar o outro. É entender que, mesmo diante de desafios, existe a possibilidade de ressignificar caminhos e seguir de forma mais consciente. Espero que, ao lerem, as pessoas se conectem com isso, com a ideia de que sempre existe um espaço para reconstrução”, afirmou.
Por fim, destacou a importância da pluralidade de histórias trazidas pelo livro. “Esse projeto carrega uma mensagem muito potente justamente pela pluralidade das histórias. São diferentes trajetórias, contextos e vivências que, de alguma forma, se encontram na possibilidade de um recomeço, ou de uma continuidade renovada. Cada relato mostra que a vida não é linear, e que virar a página não significa esquecer, mas seguir com mais consciência. É um convite à reflexão, mas também à ação. Um lembrete de que, mesmo nos momentos mais difíceis, ainda é possível construir novos caminhos”, finalizou Cristiane.
Isabel comentou sobre a emoção de participar da coletânea e dividir esse momento com a filha mais velha. “A cada ano mais páginas são viradas positivamente por mulheres. Foi maravilhosa a experiência de participar como coautora do livro, pois um dos objetivos do mesmo é fazer da experiência de uma mulher um acalanto para a felicidade de outras”, afirmou. “As histórias contadas juntas têm um valor infinitamente maior”, destacou.
Ela observou ainda que o livro é um exercício da sororidade. “Puxar outra pela mão. Trazer uma outra mulher invisível, uma mulher vulnerável para contar sua história. O fato de partilhar esse momento, esse projeto com minha filha Cristiane, me emocionou demais, pois vivemos juntas momentos inesquecíveis, onde tivemos a oportunidade de conhecer histórias de mulheres reais, com medos, dúvidas, quedas e recomeços”, contou.
“Esse projeto é muito interessante e bonito. É sobre a força que não aparece, mas que sustenta tudo.
Histórias de mulheres que enfrentam a vida como ela é, mas que seguem transformando dor em aprendizado e sonho em atitude”, afirmou Isabel.

A obra

Livro já pode ser adquirido. Fotos: Arquivo Pessoal

O livro pode ser adquirido enviando uma mensagem no perfil oficial do projeto no Instagram (@virandopaginasoficial). Parte do valor arrecadado é destinado a iniciativas que apoiam mulheres em situação de vulnerabilidade, dentro das ações desse movimento, cujo lema é: “Saindo da discussão e partindo para ação”. Em breve, também será disponibilizado um site próprio para realizar a compra.
Um dos diferenciais da segunda edição do livro Virando Páginas é o conceito colaborativo, cada escritora convidou outra mulher para participar, ampliando o alcance das narrativas e fortalecendo a rede de apoio entre mulheres. Durante a cerimônia exemplares do livro foram entregues à ministra da Mulher, Márcia Lopes, em um gesto simbólico de reconhecimento a pauta feminina.
O Instituto Virada Feminina é uma organização social (OSC) fundada e presidida por Marta Lívia Suplicy, focada no empoderamento feminino e na construção de políticas públicas para mulheres.
Criado oficialmente como instituto em 2017, o movimento atua como uma rede de apoio e ação que conecta lideranças femininas em mais de 50 países para promover a igualdade de gênero e o desenvolvimento social.

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