
Em meio às discussões sobre a criação do chamado ECA Digital, que propõe ampliar a proteção de crianças e adolescentes no ambiente virtual, pais e responsáveis têm buscado alternativas para acompanhar o uso da internet pelos filhos.
Aos 30 anos, Taína Cristiana Benedito Tupan relata que procura monitorar de perto a rotina online do filho. Segundo ela, o acompanhamento acontece por meio de conversas frequentes. “Procuro acompanhar de perto, conversando com ele sobre o que faz na internet, quais jogos joga e com quem interage”, afirma.
Além do diálogo, Taína destaca que, sempre que possível, permanece próxima durante o uso do celular. “Quando possível, fico por perto enquanto ele usa o celular e verifico o histórico e os aplicativos instalados”, relata.
A mãe informa que estabelece restrições quanto ao acesso a determinados conteúdos. “Sim, para evitar conteúdos inadequados e garantir a segurança”, diz, ao justificar a medida. Outro ponto destacado é o controle do tempo de uso das telas.
Sobre os desafios, Taína aponta que uma das principais dificuldades é equilibrar o tempo de utilização dos dispositivos eletrônicos com outras atividades do dia a dia.
No diálogo com o filho, ela diz adotar uma abordagem direta. “Procuro conversar de forma aberta e simples, explicando os riscos, como falar com estranhos, golpes e exposição de informações pessoais”, explica. Ela também incentiva o filho a comunicar situações incomuns. “Incentivo ele a sempre me contar caso algo estranho aconteça”, completa.
A respeito do ECA Digital, Taína afirma já ter ouvido falar sobre a proposta e considera que a iniciativa pode contribuir para a orientação de pais e responsáveis. “Já ouvi falar e acredito que pode ser uma ferramenta importante, pois ajuda a orientar pais e responsáveis sobre os direitos e a proteção das crianças no ambiente digital”, afirma. “Quanto mais informação tivermos, melhor conseguimos cuidar deles”, acrescenta.
Como recomendação, ela reforça a importância do diálogo e da presença dos responsáveis. “Mantenha sempre o diálogo aberto com seus filhos sobre o uso da internet e acompanhe de perto suas atividades, estabelecendo limites claros para garantir a segurança”, orienta.
Taína informa ainda que não utiliza aplicativos de controle parental. “Não coloquei nenhum aplicativo, pois estou sempre verificando o histórico e aplicativos instalados”, conclui.
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