Segundo noticiado pela equipe do presidente Lula, o delegado federal Ricardo Saadi irá comandar a Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado (Dicor) da Polícia Federal em cujas áreas subordinadas está a equipe encarregada de investigar políticos com prerrogativa de foro nos tribunais superiores.
Ricardo Andrade Saadi é de família vargengrandense, filho de Maria Ignes Andrade Saadi e Fauze Saadi e neto do Dr. Décio de Andrade Dias e Diamantina Maria de Oliveira Andrade, ambos falecidos. Saadi chefiou a Superintendência da PF no Rio de Janeiro entre abril de 2018 e agosto de 2019. Segundo noticiado, Ricardo foi exonerado do cargo em meio a suspeitas de interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) na corporação para proteger familiares e aliados.
De acordo com reportagem da época, a investigação sobre a natureza dos supostos elos entre milícias do Rio de Janeiro e a família do presidente Jair Bolsonaro, o chamado caso Queiroz, teve papel de destaque em sua saída.
O delegado federal é especialista em lavagem de dinheiro, e já dirigiu o DRCI, departamento do Ministério da Justiça encarregado da recuperação de Ativos e cooperação jurídica internacional. O nome de Saadi foi anunciado na terça-feira, dia 20, pelo futuro ministro da Justiça e Segurança Pública e senador eleito, Flávio Dino (PSB-MA), e pelo delegado escolhido para comandar a PF, Andrei Rodrigues.












